Mais de 200 pessoas estão desabrigadas em Canindé

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200 pessoas estão desabrigadas em Canindé / Foto:Portal Infonet
A chuva de granizo que atingiu a região de Canindé do São Francisco, distante 213 km da capital, na noite da última segunda-feira, 11, desabrigou mais de 200 pessoas. Famílias que perderam suas casas após a tempestade que atingiu ventos de cerca de 120 Km/h.

Segundo a prefeitura de Canindé a chuva atingiu três assentamentos no povoado Capim Grosso. No assentamento João Pedro Teixeira, 35 famílias ficaram desabrigadas; no Nova Vida foram 15 e no assentamento Maria Feitosa 15 famílias também perderam suas casas.

De acordo com o diretor do departamento de planejamento de Canindé, Isaque Cordeiro, as famílias atingidas foram colocadas em um colégio do município, localizado no povoado Capim Grosso. O diretor disse ainda que mesmo com casas que oferecem risco de desabar, algumas pessoas se recusam a sair do local.

Equipes da prefeitura tentam retirar algumas pessoas do local / Foto:Portal Infonet
“A maior dificuldade é retirar algumas famílias das casas que oferecem risco de desabamento. Desde a noite da última segunda [11] que estamos trabalhando para retirar as pessoas das regiões de risco e muitas delas estão alojadas em um colégio”, diz Isaque Cordeiro, salientando que as temperaturas elevadas na região podem significar uma nova tempestade.

“Hoje [quarta-feira] as temperaturas estão muito elevadas por aqui e isso pode significar uma nova tempestade de granizo. A preocupação é com essas famílias que não querem deixar as casas que correm risco de desabar”, afirma o diretor do departamento de planejamento.

O coordenador da Defesa Civil do município, Everaldo Nunes Lima, conta que durante a chuva de granizo os agricultores tiveram perdas. “A tempestade matou

Algumas casas podem desabar a qualquer momento / Foto:Portal Infonet
bovinos, aves e devastou plantações. As pedras chegavam a pesar cerca de um quilo”, confirma o coordenador, salientando que a Defesa Civil está enviando para as áreas atingidas 200 colchões.

“A secretaria também está apoiando com a distribuição de alimentos e roupas para as famílias que perderam tudo”, conta Everaldo Nunes.

Segundo o coordenador da Defesa Civil nesta quinta-feira,14, será feito uma avaliação total dos prejuízos e do número de desabrigados.

Por Kátia Susanna  

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