Projeto de micro e macrodrenagem no Jabotiana custará R$ R$ 60 mi

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Reunião aconteceu na prefeitura de Aracaju(Foto: Ana Lícia Menezes/PMA)

O prefeito Edvaldo Nogueira instalou, na tarde desta quarta-feira, 13, o grupo de trabalho que acompanhará a execução do projeto de macrodrenagem do bairro Jabotiana. No encontro com o grupo, formado por técnicos da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e moradores da localidade, Edvaldo apresentou o estudo inicial de micro e macrodrenagem para as bacias do bairro Jabotiana e o projeto de dragagem do rio Poxim. A estimativa da gestão municipal é que serão necessários R$ 60 milhões para as obras que solucionem definitivamente o problema na área.

“Tivemos a primeira reunião do grupo de trabalho que acompanhará os projetos para o bairro Jabotiana. Pelo estudo, os alagamentos têm sido causados basicamente pelo assoreamento do rio Poxim, desde São Cristóvão até Aracaju. De modo que o primeiro trabalho na área deve ser a dragagem do rio, obra que possui um custo estimado em R$ 26 milhões. Além disso, há a necessidade de execução de outros projetos, como a construção de piscinões e obras de drenagem para melhoria da canalização. Ao total, precisaremos investir cerca de R$ 60 milhões, de modo que exigirá o envolvimento de todos”, afirmou o prefeito.

Edvaldo informou que no dia 11 de dezembro, uma nova reunião do grupo de trabalho será realizada, na qual a proposta final será exposta, para a partir daí, buscar o apoio dos governos federal e estadual, da prefeitura de São Cristóvão e dos parlamentares federais sergipanos. “Vamos buscar a todos para que levantemos os recursos necessários para esta obra que é fundamental para a cidade. Queremos dar início a esta obra de dragagem, pois sabemos que esta será uma caminhada longa, por isso estamos dando os primeiros passos”, destacou.

O prefeito disse ainda que é fundamental a participação da comunidade no encaminhamento dos projetos, por isso, a constituição do grupo de trabalho. “Demonstramos a seriedade do nosso trabalho ao colocar no grupo os principais dirigentes da Emurb e moradores do bairro, pois a solução definitiva deste problema virá da participação ativa do poder público e da sociedade”, reforçou.

O grupo de trabalho

Segundo o decreto 6004/2019, o grupo de trabalho acompanhará a execução dos projetos e poderá sugerir melhorias, que serão analisadas pelo corpo técnico da Emurb. A participação no grupo não ensejará qualquer tipo de remuneração. Compõem o grupo como representantes do Poder Executivo o presidente e o vice-presidente da Emurb, Sérgio Ferrari e Geraldo Santana, respectivamente, e o chefe da Divisão de Projetos Arquitetônicos da empresa municipal, Valdson Melo.

Já como representantes da comunidade integram a comissão Cláudia Souza, presidente da Associação de Moradores do Santa Lúcia; Victor Fontes, presidente da Associação de Moradores do conjunto JK; Robéria Santos, representante jurídica da Associação de Moradores do Santa Lúcia; Antônio Correia e Joseilton Rocha, representantes do projeto Jabotiana Viva, e Flávio Valério, do movimento Lagoa Doce.

Para Cláudia Souza, a inclusão dos moradores no grupo de trabalho é importante para que aqueles que conhecem a realidade de perto possam contribuir com a busca das soluções. “Foi muito importante a reunião para apresentação do projeto e para discutir com o prefeito as melhores formas de se encontrar a solução definitiva para o bairro. Acredito que estamos no caminho certo”, avaliou.

O estudo

Durante a elaboração do projeto, constatou-se que o projeto assoreamento do rio Poxim foi um dos principais fatores para as inundações ocorridas no bairro no último período chuvoso.

Diante disso, foram realizados estudos preliminares e levantamentos batimétricos para comparar com um estudo semelhante realizado pela Companhia de Saneamento, a Deso, em 2009. Observou-se a necessidade da dragagem, uma vez que, ao longo dos anos, a calha do rio vem sendo estrangulada, diminuindo a capacidade da sua vazão.

De acordo com o projeto, será necessário dragar 104.960 metros cúbicos de material do rio. O custo de tal ação está estimado em R$ 26,4 milhões. A ideia é realizar a dragagem anfíbia, que causa menos impacto ambiental e tem menor custo.

Fonte: PMA

 

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