Seminário discute violência contra idoso

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Seminário discute violência contra idoso
Rosa Nascimento e Cordélia Santos são aposentadas, em comum as duas moram com parentes e ambas fazem parte do grupo de coral Eco João Alves em Nossa Senhora do Socorro. Elas vieram cantar junto com o grupo na abertura do “Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa” que acontece durante esta segunda-feira, 14, no auditório da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides).

O evento tem objetivo de mobilizar a sociedade em geral na perspectiva de fortalecer a rede de proteção e defesa dos direitos dos idosos que sofrem violência.

O evento reúne diversos profissionais da área de assitência social
Entusiasmada com o tema Rosa Nascimento quis assistir todas as palestras do evento que discute um assunto pouco falado, mas que assusta muitos brasileiros da terceira idade. “Agora que fiquei viúva estou morando com dois filhos meus e acho muito importante que um seminário discuta esse assunto. Conheço inúmeros casos que os filhos maltratam os pais e até hoje não sinto que tenha sido dada a devida atenção para o problema que é social”, disse.

A mesma opinião tem Cordélia Santos que depois de criar os filhos, hoje mora com seus dois netos. “É uma convivência muito boa e eu gostaria que fosse assim com todos os idosos. Através desse seminário, a gente pode passar muita coisa do que foi dito aqui para outras pessoas”, comentou.

Rosa Nascimento conta que filhos confortam a ausência do marido e trazem alegria a casa
De acordo com a secretária de Estado da Inclusão Social, Maria Luci, a partir do seminário será discutido o fortalecimento e ampliação das ações da rede de proteção ao idoso, com base no seu estatuto, para garantir mais qualidade de vida aos cidadãos da terceira idade.

“Nossa meta é possibilitar a consolidação de políticas públicas cada vez mais exitosas e includentes, garantindo a todos os direitos que lhe são assegurados constitucionalmente”, explicou a secretária.

Cerca de 150 participantes entre conselheiros municipais e estaduais, técnicos do CRAS e CREAS, gestores e outros públicos afins discutem o assunto até o final desta segunda-feira. Segundo a assistente social Neuza Nunes, a violência contra o idoso hoje, está tipificada na sociedade.

Cordélia diz que tema deve ser discutido amplamente
“É importante ficarmos atentos para a violência contra o idoso, inclusive a auto-inflingida em que por tristeza e motivos parecidos ele cometem o suicídio, também a violência interpessoal nas relações do cotidiano, pois os jovens não costumam respeitar o mais velho. Existe também a violência estrutural, provocada pela pobreza. E finalmente a violência institucional perpetuada pelos agentes do Estado que não cumprem sua função de acolher essas pessoas”, afirmou.

Por Bruno Antunes

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