Servidores do MPU estão de braços cruzados

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(Foto: Portal Infonet)

Servidores do Ministério Público da União, órgão composto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Militar estão paralisados desde ontem, quarta-feira, 9, em Sergipe. A greve atende a uma solicitação nacional dos servidores que lutam pela aprovação do Plano de Carreira da categoria desde janeiro de 2009.

A informação do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União (Sinasempu), é que a paralisação acontece em todo o país e reivindica que o plano seja aprovado. Além disso, os servidores pedem maior presença e ações efetivas do Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, que não atende aos pedidos de audiências do sindicato e é responsável pela representação do MPU frente o Executivo Nacional.

Segundo o Sinasempu, os salários estão congelados há mais de seis anos e a cada gestão eles têm de lutar pelo aumento. "Como o processo é demorado, quando o benefício é concedido a inflação compensa o ganho", informou a assessoria de comunicação do Sinasempu em Brasília. Cada estado mantém uma organização própria de greve.

Em Sergipe, mais de cem servidores aderiram a paralisação, porém mantém o funcionamento do órgão com 30% dos servidores como previsto em Lei. Segundo a servidora do Ministério Público do Trabalho Elizabeth de Gusmão Pedrosa, o projeto de Lei 6697/2009 que estabelece o Plano de Carreira dos servidores está parado no Congresso Nacional aguardando votação há dois anos.

“Estamos há cinco anos sem reajuste, por isso resolvemos paralisar ontem aqui em Sergipe. Em Brasília, já estamos paralisados há duas semanas. São cerca de 30 servidores no Ministério Público do Trabalho e mais 95 no Ministério Público Federal aqui no Estado”, acrescenta.

Por Bruno Antunes

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