Transposição não atinge área indígena

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Ministro interino da Integração Nacional, Pedro Brito considerou “equivocada e sem nexo com a realidade”, a posição do Conselho Federal da OAB, que se posicionou contrário a execução do projeto de transposição do Rio São Francisco, alegando, principalmente, que seus canais cortariam terras indígenas. Pedro Brito explicou que o canal norte do projeto terá sua captação a cerca de um quilometro a montante da ilha de Assunção, no Rio São Francisco, próximo à cidade de Cabrobó, em Pernambuco.

No projeto de integração de bacias, a ilha de Assunção é o território indígena mais próximo, pertencente ao grupo Truka. O eixo norte segue em direção à divisa de Pernambuco com o Ceará próximo á cidade de Jati. Nesse trajeto a área indígena delimitada mais próxima está a mais de uma cena de quilômetros no sentido leste.

Ao adentrar os estados do Ceará (extremo sul) e da Paraíba (extremo oeste), as áreas indígenas mais próximas, em sua maioria ainda não delimitadas, do canal norte estarão a centenas de quilometros de distância. O eixo Leste do projeto nascerá no lado pernambucano da represa de Itaparica, na divisão de Pernambuco e Bahia, e seguirá na direção nordeste, em linha reta até a divisa de Pernambuco e Paraíba. O canal passará a mais de uma dezena de quilometros a oeste da área indígena mais próxima, do grupo Kambiwa, em Serra Negra, área ainda não demarcada.

Por Ivan Valença

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