Veja os cuidados com a água e animais peçonhentos durante alagamentos

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Equipe da Adema fez o resgate do animal (Foto: Adema)

A Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para os cuidados que devem ser adotados pela população em situações de alagamentos como os que foram registrados nesta sexta-feira, 7, em várias regiões da capital, devido às fortes chuvas que caem no Estado desde esta quinta-feira,6. “Estamos no auge do período chuvoso e por isso é importante tomar alguns cuidados com a água e com a presença de escorpiões e ratos”, alertou o gerente da Vigilância em Saúde Ambiental, que integra a Vigilância Sanitária, Alexsandro Xavier Bueno.

Segundo ele, nesta época, a presença abundante de água eleva o risco de disseminação de doenças infectocontagiosas, uma vez que há o risco de contato com a água de áreas alagadas e transbordamento de esgotos e córregos, já que no período essas ocorrências se tornam mais frequentes, aumentando também as chances de acidentes com animais peçonhentos.

 Para orientar a população sobre os cuidados nessa época do ano,  o gerente da Vigilância em Saúde Ambiental, setor responsável pelo monitoramento dos riscos ambientais, divulga algumas recomendações a serem observadas neste período.

 Cuidado com a água

 – É essencial evitar contato com as águas das inundações e enxurradas. Caso isto seja inevitável, é recomendável permanecer o menor tempo possível na água ou na lama. Após o contato, procure higienizar as áreas do corpo afetadas. Fique atento a mudanças no organismo e, se for o caso, procure um médico.

 – Não permita que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das inundações e enxurradas, pois, além do perigo de serem levadas pelas águas, poderão adoecer.

 -Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha. Na ausência destes, use sacos plásticos.

 – Descarte no lixo medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados e outros) que entraram em contato com as águas de inundações, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados.

 – Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos e ao se alimentar. Beba sempre água de fonte segura e potável, como a proveniente da rede pública de abastecimento. Esta água deve ser a mesma a ser utilizada no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano e idosos.

 – Caso não tenha certeza da origem da água, filtre e ferva-a por, ao menos, um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água. Essa medida deve ser tomada caso o abastecimento da DESO ou SAAE, tenha sido interrompido, ou em locais que façam uso de poços com água não tratada. O produto pode ser encontrado nas Unidades de Saúde. Na falta desta opção, utilize água sanitária comum, tomando o cuidado de comprar apenas aquelas que tenham registro da Vigilância Sanitária e não contenham outras misturas, como perfumes e corantes.

Aranhas e Escorpiões

Estes animais usam o solo, sobras de construção, entulhos, encanamentos e dutos de fiação como abrigos. Com a ocorrência de chuvas e inundações, os abrigos de aranhas e escorpiões ficam inundados e eles acabam desalojados. O movimento natural é a busca por novos abrigos. Assim, para que as residências não sirvam de morada para esses animais, siga as seguintes orientações:

 -Bloqueie os ralos das residências, seja de pia de cozinha ou banheiro, tanques, ou mesmo os ralos de chão têm que ficar fechados, com tampa, tela ou dispositivo de abrir e fechar; os vãos entre o chão e as portas da casa têm que ser fechados, usando dispositivos para a vedação de porta.

 – Tomadas e interruptores também servem de acesso. Deixe-as bem tampadas. Não se esqueça de observar se há furos ou frestas que permitam acesso de animais em paredes, forros ou telhados e, caso haja, busque meios de vedá-los imediatamente.

 Ratos

 Os ratos estão entre os principais transmissores de doença para o homem. Eliminam as leptospiras pela sua urina, contaminando o ambiente. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminada poderá se infectar. A Leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.

 Os principais sintomas são:

 – Febre, dor muscular (panturrilha), náuseas e vômitos, cefaleia, icterícia (pele e mucosas amareladas).

 – Se for necessário entrar em locais de alagamento sempre usar equipamentos de proteção como botas e luvas ou até mesmo sacos plásticos.

 – Para evitar ratos, deve-se manter os alimentos armazenados em vasilhames tampados e à prova de roedores.

 – Acondicionar o lixo em sacos plásticos e em locais, preferencialmente, elevados do solo, colocando-o para coleta pouco antes do lixeiro passar.

 – Caso existam animais no domicílio (cães, gatos e outros), é importante retirar e lavar os vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer, pois ele também pode ser contaminado pela urina do rato.

 – Manter limpos e desmatados os terrenos baldios.

– Fechar buracos de telhas, paredes e rodapés para evitar o ingresso dos ratos para dentro de sua casa.

– Nunca jogar lixo na rua, canais, bueiros ou mangue, pois além de atrair roedores, o lixo dificulta o escoamento das águas, agravando o problema das enchentes.

Fonte: Vigilância Ambiental/SES

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