Acervo do jornalista Joel Silveira é doado para biblioteca da UNIT

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Solenidade foi em comemoração ao seu centenário (Foto: Portal Infonet)

Um acervo com quase 6 mil exemplares, incluindo publicações de autoria de Joel Silveira e obras especiais em parceria com grandes nomes da literatura brasileira, como Manoel Bandeira e Rubem Braga, estarão disponíveis para a comunidade acadêmica e toda sociedade sergipana, através da biblioteca da Universidade Tirantes (UNIT), campus Farolândia.

Jouberto Uchôa de Mendonça. reitor da UNIT (Foto: Portal Infonet)

Em uma solenidade realizada na tarde desta segunda-feira,15, o reitor da UNIT, Jouberto Uchôa de Mendonça, comemorou o recebimento do acervo que, segundo ele, é importantíssimo para manter viva não a memória do jornalista Joel Silveira e o seu legado para o jornalismo sergipano. “Joel Silveira foi o maior nome da imprensa mundial lá nos campos de guerra. Nós temos o compromisso de quitar essa dívida para que a juventude conheça e valorize as pessoas que fizeram a grandeza de nossa terra”, avalia.

“Esse acervo seria doado para à Biblioteca Nacional. Mas como somente à UNIT teve a iniciativa de homenageá-lo, a família doou à nossa biblioteca, que vai ficar à disposição de todos os jovens, de todas a pessoas da nossa terra que queiram conhecer a história de um grandioso jornalista que Sergipe produziu”, destaca o reitor.

Amaral Cavalcanti, jornalista e poeta (Foto: Portal Infonet)

Para um dos imortais da Academia Sergipana de Letras (ASL), o jornalista e escritor Amaral Cavalcanti, um dos maiores legados de Joel Silveira foi a reinvenção do fazer jornalístico, atrelando-o à literatura. “Joel Cavalcanti foi uma das figuras mais inteligentes do século XX. Ele foi o cara que refundou o jornalismo, que refez a maneira de contar história, de fazer reportagem no Brasil”, relembra. Ainda segundo Amaral, Joel Silveira também se destacou como grande memorialista, trazendo à tona grandes reportagens durante o período que foi corresponde de guerra junto à Força Expedicionária Brasileira, quando trabalhou no Diários Associados, do também jornalista Assis Chateaubriand.

Por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

 

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