Conheça os candidatos a uma cadeira na ASL

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Academia Sergipana de Letras realiza eleição nesta segunda, 11
Nesta segunda-feira, 11, a Academia Sergipana de Letras (ASL) escolherá mais um imortal. A cadeira de número 39, antes ocupada pela escritora itabaianense Maria Thétis Nunes, falecida em outubro passado, está sendo disputada por três intelectuais: o jornalista Antônio Amaral Cavalcante, o dr. João Antônio Macedo Santana e o professor dr. Antônio Carlos dos Santos.

Pelo menos 39 acadêmicos estão aptos a escolher o novo membro. A comissão eleitoral, formada pelos acadêmicos Marcos Antônio Almeida, João Oliva Alves, Vladimir Souza Carvalho, Estácio Bahia Guimarães e Domingos Pascoal Melo, marcou a votação para às 15h, com término às 17h.

O dr. João Macedo confessa que o interesse em fazer parte da Academia vem de muito tempo, mas apenas nesta eleição decidiu se candidatar. “Imagino que posso contribuir com a Academia diante dos trabalhos de interesse cultural que já publiquei”, explicou. Ele confessa que enxerga uma disputa difícil pelo peso dos concorrentes, mas confia na vitória. “Espero contar com a aprovação e participar desse ambiente de sabedoria e amizade”, considerou.

Dr. João Macedo Santana confessou interesse antigo em ser acadêmico (Foto: Arquivo Pessoal)

Já o professor Antônio Carlos sente-se confiante por acreditar que é o perfil que mais se enquadra à da saudosa Maria Thétis. “Sou acadêmico e itabaianense, assim como ela era. Tenho um currículo que nenhum outro concorrente possui. Se o critério da Academia for acadêmico, tenho chances; se for político provavelmente posso perder. Não sei qual o perfil desejável”, afirma.  Ele ressalta, ainda, que pode contribuir com uma reflexão filosófica – sua área de formação – na seara literária. “Penso que minha presença poderia contribuir com isso”, disse.

“É o coroamento de uma vida”, sentencia o poeta e jornalista Antônio Amaral. De acordo com ele, participar da ASL o levará para o lado de pessoas que sempre admirou. “A Academia é uma agremiação quase secular. Já produzi muito e dediquei uma vida inteira à produção cultural do Estado. Tenho certeza de que isso será reconhecido”, afirma. Segundo Amaral, seu nome é um peso para a eleição porque recebeu o apoio de um número considerável de acadêmicos.

O professor Antônio Carlos dos Santos acredita ser o melhor candidato (Foto: Arquivo Pessoal)

Perfil dos Candidatos

O poeta e jornalista Antônio Amaral Cavalcante, nasceu em Simão Dias e criou e edita o jornal alternativo Folha da Praia, impresso de circulação na capital há 29 anos. Nele, vários nomes conhecidos pela sociedade sergipana iniciaram carreira ou ilustram suas páginas, movimentando a cena da cultura local. Entre os nomes estão o governador Marcelo Déda, os jornalistas Ivan Valença e Ilma Fontes, entre outros. Antônio foi, ainda, militante estudantil e nas hostes da contracultura. Trabalhou com cinema, teatro e assumiu cargos na Administração Pública como agente cultural.

Antônio Amaral confia no seu histórico de trabalho na Cultura sergipana (Foto: Arquivo Pessoal/César de Oliveira)
O dr. João Antônio Macedo Santana é sergipano de Arauá. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFS, fez pós-graduação na Universidade do Estado de Nova York e atuou como professor Adjunto no Departamento de Fisiologia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) daquela universidade. Publicou vários trabalhos científicos em revistas médicas estrangeiras, colaborou na edição do livro Endocrine and Genetic Diseases of Childhood and Adolescence e publicou outras quatro obras na área médica. Em 1977, fundou a Clínica de medicina Nuclear e Endocrinologia (Climedi). Lançou também o livro ‘“Filosofando”, Visões cotidianas da Vida’.

Antônio Carlos dos Santos é natural de Itabaiana e é Professor de Ética e Filosofia Política da UFS, onde atua desde 1992. É Pós-doutor em Filosofia pela Université de Sherbrooke, Canadá; doutor em Filosofia pela Université de Paris X e mestre, também em Filosofia, pela Universidade de São Paulo. Publicou três livros, organizou outros quatro e tem 15 capítulos de livros, sendo dois publicados na Coleção Cahiers Montesquieu, vinculada à Société Montesquieu, na França, e outro em Sofia/Bulgária, em co-edição com a Universidade de Sherbrooke, do Canadá.  Traduziu, ainda, sete artigos e quatro capítulos de livros franceses para a língua portuguesa. Todos foram publicados em revistas e obras especializadas.

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