Curta-SE 8 começa com grandes novidades

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Abertura aconteceu na noite da terça-feira
Começou na noite dessa terça-feira, 22, o Curta-SE 8, Festival Ibero-Americano de curtas metragens, que reúne realizadores brasileiros e estrangeiros em Aracaju até o próximo sábado, 26. A noite de abertura foi marcada por grandes novidades e exibições de curtas sergipanos e do longa “El Baño del Papa”. O homenageado da noite foi o jornalista Ivan Valença pela sua contribuição ao cinema sergipano.

Ao todo 400 produções foram inscritas para concorrer nas cinco categorias: Curtas 35mm, Vídeos Sergipanos, Vídeos de bolso, Vídeos Íbero-americanos, e Longas. O país que teve a maior participação foi Portugal com 20 produções inscritas. Os realizadores sergipanos também tiveram crescimento na participação dessa edição, aumentando em 150% as suas inscrições.

Veja aqui a programação completa do Festival que vai até sábado 

Rosângela Rocha

Para Rosângela Rocha, diretora geral da Casa Curta-SE e idealizadora do evento, a ampliação do festival trouxe novos desafios. “Com o crescimento do festival, Sergipe só tem a ganhar. Primeiro pelas discussões que estamos trazendo, segundo pela cinematografia e terceiro pelos fundos conquistados. No plano nacional, conquistamos o edital da Petrobras, que é muito concorrido e inserimos Sergipe nisso. Sergipe ganha credibilidade e visibilidade a partir do Curta-SE mas ainda é preciso fazer muita coisa”, ressalta.

Para a presidente da Fundação Aperipê, Indira Amaral o festival sinaliza um amadurecimento do audiovisual no Estado. “Agregado às outras iniciativas, o festival contribui para que Sergipe possa ser visto no audiovisual do país. Tanto do ponto de vista da exibição, quanto na produção. Acho que precisamos de mais estímulo à produção”, disse Indira

Mostra Sergipanos

A diretora sergipana Marivone Vieira
Durante a noite de abertura foi exibida a primeira mostra competitiva de Vídeos Sergipanos, que contou com seis produções: “As aventuras de Seu Euclides”, “Deu Bode”, “Fim da Estrada”, “Gen”, “Unconscious” e “Fita Crepe”.

A realizadora do curta Fim da estrada, a sergipana Marivone Vieira comenta que ver sua produção exibida na telona é emocionante. “É a primeira vez que a gente vê um curta nosso na telona. Dá medo, vergonha, nervosimo… tudo. A gente fez o curta em três dias e com nossos recursos, e queremos ver até onde podemos chegar no amadorismo”, diz Marivone.

Mas os realizadores sergipanos tiveram uma boa surpresa com relação à premiação das obras nativas no festival. O prefeito Edvaldo Nogueira, anunciou que aumentou as verbas de premiação durante seu discurso na noite de abertura. Com a mudança o primeiro lugar irá ganhar R$10 mil, o segundo R$7 mil e o terceiro R$5 mil. “Foi uma ajuda para melhorar a qualidade da produção. Nós partimos da idéia de incentivar o cinema sergipano”, disse Edvaldo.

Longa

O primeiro longa a participar da mostra competitiva foi a co-produção brasileira e uruguaia “El Baño del Papa”, dos diretores Enrique Fernandes e César Charlone. Sobre o festival, o diretor Charlone, que esteve presente na exibição, disse que é mais uma forma de democratizar. “Acho que essa democratização dos meios de produção é muito boa. É maravilhoso, temos que mostrar e exibir. Um festival para isso é perfeito”, completou o diretor.

Homenagem

Ivan Valença recebe homenagem

O jornalista e cinéfilo Ivan Valença foi o homenageado da noite, com o prêmio ‘Ver ou não ver’ desenhado pelo artista Ilo Krugli. Ivan também fez parte da comissão de seleção dos curtas para o festival, e diz que esta edição está melhor do que as anteriores.

“Me deixaram bem à vontade e eu realmente escolhi ao meu gosto, que na verdade também foi o dos outros jurados. Acho que essa edição está até melhor do que a dos anos anteriores. Achei um pouco de exagero a homenagem. Em todo o caso, já está feito. Pelo menos permiti que os fotógrafos fotografassem pela primeira vez. Já é alguma coisa”, disse o jornalista sorrindo.

Por Ben-Hur Correia e Carla Sousa

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