Programação do Agosto Para Todos é encerrada

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(Foto: Secult)

O Dia do Folclore, 22 de agosto, foi a data escolhida para o encerramento da programação do projeto ‘Agosto Para Todos’, promovido pela Secretaria do Estado da Cultura (Secult). Neste dia tão significativo para a cultura popular, o Museu Histórico de Sergipe (MHS), localizado em São Cristóvão, serviu de palco para diversas atividades que celebraram a riqueza das tradições do povo sergipano.

A secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, declarou que essa é mais uma ação da Secult que valoriza o fazer cultural do povo sergipano. “O ‘Agosto Para Todos’ foi criado especialmente para dialogar com a riqueza dos valores da nossa cultura e para aproximar o sergipano da sua identidade através de diversas manifestações. Durante o projeto foram realizadas diversas atividades com esse objetivo de despertar ainda mais o orgulho de ser sergipano”, destacou.

O grande destaque da programação de encerramento do projeto ‘Agosto Para Todos’ ficou por conta do grupo as ‘Caceteiras de Rindu’, que fez uma belíssima apresentação. Para seu José Gonçalo Oliveira, mais conhecido como Seu Rindu’ a satisfação de se apresentar em pleno Dia do Folclore é muito grande.

“Esse mês de agosto é sempre muito bom pra gente por conta dessa data. Nós recebemos muitos convites e sempre fico muito feliz com esses chamados”, declarou o mestre do grupo, que no último domingo, dia 19, se apresentou em Laranjeiras, e que já tem mais uma apresentação agendada para a próxima semana na abertura da Casa do Folclore, em São Cristóvão.

Seu Rindu mostra paixão pelo que faz. Aos 71 anos de idade ele lidera três grupos folclóricos de São Cristóvão. Além das Caceteiras, ele mantém vivos os grupos do Reisado e do Samba de Coco. “Por mim a cultura nunca vai se acabar. Eu tenho muito gosto pelo que faço”, enfatizou o mestre.

Além da apresentação das Caceteiras, o MHS abrigou a mesa redonda com o tema ‘Contando Causos’, com a presença da secretaria de cultura de São Cristóvão e historiadora Aglaé Fontes, o mestre da Chegança de Laranjeiras Zé Rolinha e Thiago Fragata, diretor do MHS. Na ocasião, Aglaé destacou a importância da oralidade para a preservação das tradições e contou alguns causos, que encantaram o público.

“Nós conseguimos salvar muito da nossa história e da nossa cultura através da oralidade. Antigamente, todo mundo contava histórias. As pessoas se reuniam em círculos e aí iam passando as histórias umas às outras. Só depois que veio a escrita”, destacou a historiadora. “Nesse Dia do Folclore nós devemos comemorar também a fala do povo, os ditos populares, as manifestações folclóricas e tudo mais que compõe a nossa cultura popular”, acrescentou Aglaé.

A mesa redonda também foi o momento para o mestre Zé Rolinha contar um pouco da sua experiência na Espanha. Na sua passagem pela Europa, viabilizada através do Edital de Intercambio e Difusão da Secult, ele pode mostrar um pouco da cultura sergipana e conhecer o que é produzido por lá em termos de manifestações folclóricas.

“Há uma grande ligação do que nós fazemos aqui com o que eles fazem por lá. A nossa Chegança e a festa dos mouros e cristãos deles têm muita coisa em comum”, enfatizou. Essa experiência pôde ser compartilhada com mestres como o Seu Rindu e o Satu, líder do Reisado de São Cristóvão.

Ao final da mesa redonda, o historiador e diretor do MHS, Thiago Fragata, apresentou parte do seu trabalho que tem como tema ‘Anedotários de São Cristóvão’, onde ele relatou diversos causos que ocorreram na quarta cidade mais antiga do país e que permeiam o imaginário da população local. Além disso, Fragata falou um pouco sobre a exposição que o MHS abriu nesta quarta-feira, 22 de agosto, com o tema ‘Cangaço: Por Dentro do Emborná a na Ponta do Punhá’.

“Essa é uma exposição diferente. Muito já foi mostrado e falado sobre lampião, mas o Museu Histórico quis trazer algo novo e que pudesse mostrara relação que o cangaço tem com o folclore”, afirmou. A exposição traz cordéis, esculturas, objetos e apresenta trabalhos em xilogravura do artista plástico Nivaldo Oliveira.  A exposição fica em cartaz até o dia 22 de setembro.

Fonte: Ascom Secult

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