Mancha de óleo começa a comprometer pesca no Rio Sergipe

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Muitos pescadores preferiram não sair para pescar nesta sexta-feira, 11 (Foto: Portal Infonet)

Os pescadores já estão sentindo os efeitos da mancha de óleo que surge em vários pontos do Rio Sergipe ao longo da capital e do município de Barras dos Coqueiros. A pesca já está comprometida na região, segundo garantem os pescadores. Eles contam que tanto as redes de pesca quanto os peixes estão vindo com óleo.

No bairro Industrial, reduto de pescadores, nesta sexta-feira, 11, às 9h, os barcos estavam todos ancorados, quando normalmente, segundo eles, nesse horário, todos os pescadores já estariam no rio  exercendo a atividade pesqueira. “Ontem mesmo eu desisti de pescar e voltei. Quando a gente joga a rede, ela vem cheia de óleo e os peixes também. O barco volta todo sujo. Para pescar, só resta agora pegar o peixe com linha, e mesmo assim escolhendo os que estão limpos e devolvendo os que vêm sujo. Hoje, sexta-feira, essa hora não era para ter um barco aqui, mas nem adianta sair para pescar e trazer só óleo”, relata o pescador João José dos Santos.

O pescador João José conta que pesca nessa região só se for com linha (Foto: Portal Infonet)

Os pescadores contam que há uns três dias notaram as manchas de óleo que estão espalhadas por todo o rio, e que quando a maré está cheia a situação piora. “Na areia, o óleo fica mais mole, mas na água fica bem mais grossa e quando gruda para largar é difícil. Aqui próximo à ponte ainda é mais leve, só que mais pra cima, é muito óleo. Colocaram umas redes próximo ao mangue na Barra dos Coqueiros, mas não adianta porque o rio está cheio de óleo. Ontem mesmo, vi uma tartaruga morta, cheia de óleo, a correnteza levando. Aqui também é cheio de boto e o rio cheio de óleo”, lamenta.

Reunião

O Governo de Sergipe, por meio do Gabinete de Crise, informa que está sendo feita coleta e monitoramento da qualidade do pescado, com envolvimento dos órgãos públicos estaduais: Secretaria de Estado da Agricultura Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa-SE), Instituto Tecnológico de Pesquisas do Estado de Sergipe, (IPTS) e diversos laboratórios do estado. Este monitoramento é feito periodicamente para fornecer um parecer preventivo para avaliação da qualidade do pescado para consumo.

por Karla Pinheiro

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