Perfil da Mão de Obra de Sergipe é lançado pelo Fies

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Resultados foram lançados em livro (Foto: divulgação/Fies)

Foi lançado nesta sexta-feira (11), a 12ª pesquisa da Série Perfis, desta vez focando a  Mão de Obra Formal do Estado de Sergipe. O trabalho, uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (SESI), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), é uma atualização da obra lançada em 2009 e tem como objetivo traçar um perfil no qual se possa compreender o comportamento da mão de obra formal no estado e, consequentemente, expor os principais entraves para que a economia sergipana cresça de forma sustentável e com qualidade de vida para sua população. O lançamento aconteceu durante a reunião ordinária da diretoria e conselheiros do Sistema FIES, na sede da Casa da Indústria, no bairro Capucho.

A pesquisa foi iniciada ainda em 2013 e finalizada nos primeiros meses de 2014. Segundo a economista do Núcleo de Informações Econômicas da FIES, Clara de Assis, para a elaboração do livro foram analisados dados secundários, coletados no IBGE e, principalmente, no Ministério do Trabalho e Emprego através da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), acerca da evolução do emprego formal no estado em seus setores econômicos. “ Dessa forma, foi possível averiguar quais são os segmentos que possuem maior contingente de mão de obra formal, bem como as características de seus trabalhadores sob diversos aspectos, como faixa etária, grau de instrução (escolaridade), gênero e remuneração média mensal ”, explica. 
                                                                                                                                      
O livro inicia com uma análise ampla sobre a caracterização da mão de obra em Sergipe, na Região Nordeste e no Brasil. Em seguida, a análise é mais específica, sendo estudadas as realidades setoriais, analisando os resultados sergipanos em comparação com os demais estados do Nordeste.

Para o economista e superintendente do Instituto Euvaldo Lodi, Rodrigo Rocha, o estudo é de fundamental importância pois analisa o principal componente de qualquer economia – a mão de obra. “O trabalhador é quem determina a capacidade produtiva de um país. Então a partir do momento que você entende essa mão de obra e quais são as suas especificidades, consegue desenvolver políticas que visam melhorar e consequentemente ampliar a competitividade da economia local”.

Resultados

Entre alguns dos resultados pode-se destacar o forte papel do setor de serviços nas contratações estaduais, sendo o setor que mais emprega em Sergipe. Contudo, o setor industrial também contribui de forma significativa, com o grande potencial da Construção Civil. De acordo com os dados levantados, a maior parte dos trabalhadores formais sergipanos está trabalhando em grandes empresas, seguindo a tendência nacional e regional, embora exista um grande contingente de empregados nas micro e pequenas empresas.

O sexo masculino, por exemplo, prevalece entre os trabalhadores formais do estado, com exceção do setor de serviços que apresenta em muitos de seus segmentos uma maioria feminina. Já os jovens são destaque no setor de comércio, enquanto pessoas com mais idade estão mais presentes no setor de serviços. Este setor também agrega mais pessoas com ensino superior completo. Na análise dos rendimentos, medidos em salários mínimos, a maioria dos trabalhadores ganha entre 1 e 1,5 salário mínimo, faixa predominante também na região nordeste e no país. 

O presidente da Federação das Indústrias, Eduardo Prado, ressaltou que os resultados mostram a qualidade que o estado possui em termos de mão de obra. “Os resultados são bons, mostram que nós temos uma mão de obra com boa qualidade. A economia sergipana tem uma força muito grande da mão de obra alocada na indústria, o que mostra o peso da indústria para a economia local. Com isso, podemos fazer um diagnóstico mais detalhado e traçar os novos rumos que forem necessários para que possamos desenvolver cada vez mais este importante segmento”.

Diante dos resultados encontrados, será possível direcionar políticas e investimentos em setores prioritários, a fim de melhorar o cenário estadual tanto para as empresas quanto para os empregados.

Fonte: Unicom/FIES

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