Supermercados: empregados e patrões fecham acordo

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Empregados e patrões chegam a um consenso quanto à Convenção Coletiva de Trabalho/Fotos: Arquivo Infonet
Empregados e patrões do setor de supermercados chegaram a um consenso quanto aos termos da Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, devendo assinar o documento ainda esta semana.  Pelo acordo, o piso salarial para o trabalhador qualificado é de R$ 493, enquanto o empregado não qualificado passa a receber mensalmente R$ 475. A reunião de negociação aconteceu nesta terça-feira, 27 na sede Serviço Nacional do Comércio (Senac).

Quanto à abertura dos estabelecimentos nos feriados, os representantes dos empregados concordaram em trabalhar nos dias 17 de março, data em que se comemora o aniversário de Aracaju, e em 21 de abril, dia de Tiradentes.

Pela Convenção Coletiva de Trabalho, cuja validade vai até o próximo dia 30 de abril, nesses feriados trabalhados, o empregado será remunerado com R$ 20, pagos após o encerramento da jornada, hora extra com adicional de 100%, além da empresa também fornecer, livre de custos, a refeição e o vale-transporte.

Já os salários acima dos pisos, serão reajustados em 7%, enquanto a produtividade estabelecida é de 6%, o triênio, de 7% e a quebra-de-caixa, 6%. A diferença salarial, retroativa ao mês de maio de 2008, será paga integralmente até o próximo dia 28 de fevereiro.

Luta será contínua

Ronildo Almeida: “Não se pode falar em vitória”
Segundo o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, falta estabelecer e assinar os termos da Convenção Coletiva de Trabalho relativa ao exercício 2007/2008, tendo resultado em vários processos trabalhistas, principalmente no que se refere ao banco de horas.

“Não se pode falar em vitória, pois os salários ainda estão distantes do que vem a ser uma faixa de equilíbrio, de justiça. Contudo, conseguimos alguns avanços, inclusive o fechamento do próprio acordo, pois além das dificuldades naturais impostas pelos interesses específicos a cada parte, o pessoal das grandes empresas cuida de adicionar outras mais”, enfatiza.

Ele destacou que a mobilização dos trabalhadores continua. “A categoria está consciente de que para ser respeitada, é necessário exercer pressão na defesa dos seus direitos, lutando contra a exploração por meio do acúmulo de funções e do excesso de jornada, de uma política salarial de fome, assédio moral e outras práticas”, avisa Ronildo Almeida.

 

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