Professores de S. Cristóvão discutem projeto de reajuste

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Categoria decidiu pela suspensão da assembleia (Fotos: Portal Infonet)

Professores de São Cristóvão de reuniram na manhã desta quarta-feira, 04 em assembleia no auditório da Escola Prado Meireles com a finalidade de decidir um posicionamento quanto ao projeto que será enviado pela prefeita Rivanda Farias à Câmara Municipal, no que se refere ao reajuste de 2015, no valor de R$ 13,1%. A categoria deliberou pela suspensão da reunião até que seja definida outra para a próxima semana.

A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), a professora Lúcia Barroso, explicou que houve uma negociação antes da elaboração do projeto onde ficou acordado que a prefeitura ia pagar a partir de fevereiro, o reajuste de 2015 no valor de 13,1%.

Reunião aconteceu na Escola Prado Meireles

Lúcia Barbosa: "A gente não abre mão do reajuste de 13,1%"

“Isso a gente não abre mão. O problema é que o projeto que será enviado à Câmara, condiciona a outros questionamentos e ai a gente precisa ter um estudo profundo desse documento pra poder liberar, pois temos processo na justiça sobre a questão trabalhista, mas para os outros anos que não foi pago o reajuste. Para agora 2015, não depende do projeto que vai para a Câmara”, entende.

A professora destacou que a categoria defende que seja feito o encaminhamento do projeto para ser votado pelos vereadores de São Cristóvão. “É apenas a prefeita encaminhar o projeto garantindo o reajuste de 13,1% para os professores que é em cima dos salários de 2011 e para recompor o valor do Piso de hoje que é R$ 1.900 precisa desse estudo, mas isso não precisa ir no projeto. Por isso, a categoria deliberou pela suspensão dessa assembleia e vai marcar outra para a próxima semana”, acrescenta.

Prefeitura

Na Secretaria de Educação de São Cristóvão, a informação é de que “a Prefeitura e o SINTESE estão mantendo um diálogo constante sobre os reajustes salariais. De um lado, os professores reivindicam o pagamento do piso. De outro lado, a Prefeitura tenta preservar o equilíbrio fiscal de suas contas, com base na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Desde 2013, a Prefeitura vem contendo as despesas com pessoal, já que a lei impõe um gasto máximo limitado a 51,3% da Receita Corrente Líquida. No início da gestão, ainda com base em dados anteriores a 2013, havia despesas mensais superiores a 70% da Receita Corrente Líquida. Aos poucos, esses gastos foram diminuindo e, somente no início de 2015, a Prefeitura se enquadrou definitivamente na LRF, havendo uma pequena margem de reajuste para os professores. Este foi o parâmetro para uma proposta ao SINTESE, que já foi aprovada em assembleia e apenas restam alguns pontos para avançar.

Mas, ao contrário do que foi afirmado, a Prefeitura não exigiu a retirada dos processos na justiça, salvo a Ação Civil Pública, pois é nela que o Acordo será homologado. Provavelmente, teremos um desfecho nos próximos dias".

Por Aldaci de Souza

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