Secretário descarta segregação em escolas de Socorro

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Samuel Fernandes deixou os integrantes da mesa surpresos (Fotos: Portal Infonet)

Entre os palestrantes da Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, realizada pelo vereador Lucas Aribé (PSB), na manhã desta sexta-feira, 27, na Câmara Municipal de Aracaju, o representante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Fernandes Mota, causou certo constrangimento. Na tribuna ele anunciou que duas escolas do munícipio estão sendo destinadas às pessoas com deficiência. De imediato, a promotora de Defesa dos Direitos do Cidadão, Ana Galgane Paes, classificou a medida como segregação.

“São poucos que aderem a essa luta, mas lá em Socorro temos duas escolas com salas para pessoas com deficiência, tanto com Down como para surdos e mudos”, disse Samuel Fernandes Mota causando surpresa principalmente aos componentes da mesa justamente pelo evento se tratar da inclusão e não de segregação.

Promotora Ana Galgane com a filha Alice: "Nenhuma escola pode segregar"

“Todos nós precisamos despertar para essa questão do despertar para a inclusão e foi colocado aqui hoje que em duas escolas de Socorro existem salas para pessoas com deficiência. Eu fiquei sem entender porque não existe mais essa segregação. O lugar das pessoas com deficiência é na sala regular junto com as pessoas ditas de padrão normal. No contraturno, ou seja, se a criança ou o jovem estuda pela manhã, no período da tarde, ele vai ter o atendimento educacional especializado e aí sim é válido ter uma aprendizagem a mais, não como segregação. Nenhuma escola seja pública ou particular pode segregar os alunos com deficiência numa sala exclusiva pra eles. É muito importante que se fique atento nessa questão”, alerta.

O Portal Infonet ouviu o secretário municipal de Nossa Senhora do Socorro, Carlos Cunha, que também ficou surpreso com a colocação de Samuel. “Não existe essa segregação no município de Socorro, pelo contrário, estamos oferecendo uma educação inclusiva, ou seja, os alunos com deficiência estão contando em algumas escolas com o auxilio de psicólogos, psico-pedagogos e fonoaudiólogos. A única escola que tínhamos exclusiva para pessoas com deficiência, a Luana Rollemberg, foi desativada e os alunos distribuídos para os demais estabelecimentos. Deve ter havido um equívoco por parte do presidente do conselheiro Samuel Fernandes”, esclarece lembrando que a prefeitura fez um convênio com o Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese).

Por Aldaci de Souza

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