Ana Lúcia denuncia crescimento da violência na escola

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(Foto: Ascom)

A deputada estadual Ana Lúcia denunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, 22, mais uma agressão às unidades de ensino da rede pública de Sergipe. Desta vez o alvo foi a Escola Estadual Felizbelo Freire. O colégio foi invadido e roubado, mas o mais grave foi que os responsáveis pelo atentado deixaram recados e ameaças de morte a professores da escola.

A deputada, que é presidenta da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Alese, lamentou o ato de extrema violência e informou que existe uma gravação que comprova as denúncias. Ao ouvir o áudio, fica nítida a existência de uma pessoa estranha orientando os estudantes nas palavras usadas para ameaçar. “Você é para receber bala na cabeça”, diz uma das vozes na gravação, referindo-se a um professor da escola.

Ao frisar sua preocupação e a gravidade da situação de violência e completo abandono das escolas, Ana Lúcia afirmou reiteradamente que o caso da escola Estadual Felizbelo Freire não se trata de um episódio. “Ameaça de morte a professor não é um episódio isolado. Vivemos um caso gravíssimo no ano passado, com o professor Carlos Cristian, e este ano já são vários professores ameaçados. Este de Itaporanga não é o primeiro”, destacou, ressaltando que a escola Olga Barreto, onde o professor Carlos Cristian foi baleado por um aluno, permanece a mesma do ano passado.

A deputada ressaltou a presteza do vice-governador, Belivaldo Chagas, e do delegado chefe Dr. Everton na elucidação dos fatos e das primeiras providências a serem adotadas. “Todos estão mobilizados para a investigação”, informou.

Por outro lado, a parlamentar ressaltou que por ser extremamente grave, a situação exige soluções complexas e que consigam ir além do imediatismo. “Não precisamos de polícia na porta da escola. Precisamos ir além do coercitivo quando o assunto é segurança pública. Segurança deve ser também um processo pedagógico. O que precisamos é discutir o projeto pedagógico para que possamos enfrentar essa violência. Da forma que está sendo pensado e feito, a insegurança só tem aumentado”, avaliou.

Ana Lúcia cobrou também maior diálogo mais aprofundado entre a Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Secretaria de Estado da Educação. “Precisamos de sintonia entre as duas secretarias”, resumiu.

Ela informou que espera que a partir do ocorrido na Escola Estadual Felizbelo Freire, a SEED deixe de tratar a situação da violência na escola como episódica ou como algo eventual. “Esperamos que ainda hoje a SSP e a SEED possam receber o sindicato para apresentar os estudos e as propostas de prevenção e combate à violência, não na visão da repressão, mas numa visão que respeite o ser humano e que tenha na pedagogia uma concepção de que a escola ajudar na libertação do indivíduo. Espero que a partir desse grave fato, possamos discutir uma política mais ampla e profunda para mudar estes modelo de escola, tendo professores e funcionários como protagonistas do processo”, finalizou Ana Lúcia.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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