PMs afirmam que estão há mais de sete anos sem reajuste salarial

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O ato aconteceu na Praça Fausto Cardoso (Foto: Sargento Vieira/Amese)

Durante um ato de protesto na Praça Fausto Cardoso na manhã desta segunda-feira, 14, policiais militares relaram que estão há mais de sete anos sem reajuste salarial e que trabalham em condições precárias. Ainda segundo a Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), o Governo do Estado não sinaliza nenhum diálogo com a categoria. O Governo, por sua vez, diz que o diálogo tem sido constante.

Sargento Vieira, presidente da Amese, explica as causas do protesto (Foto: Sargento Vieira/Amese)

“Estamos aqui para chamar atenção das autoridades. Queremos que eles saibam da nossa insatisfação”, afirma o sargento Vieira, presidente da Amese. Ainda segundo ele, os policiais militares estão há alguns anos sem aumento de salário. “Estamos há mais de sete anos sem ganho real. É difícil para um policial sair para trabalhar pensando nas dívidas que tem”, desabafa. Vieira também faz menção às condições de trabalho dos agentes miliares. “Eu soube que alguns policiais dividem coletes a prova de bala. Isso não pode acontecer”, lamenta.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Adriano Bandeira, esteve presente no ato e afirmou que se solidariza com as reivindicações da categoria. Segundo ele, não há distinção de servidores quando a causa é a mesma. “Não há associação A ou B. Todos merecem que os seus direitos sejam respeitados”, afirma. Bandeira também destaca que ambas as categorias estão unidas em prol de um mesmo objetivo. “Compareci ao ato porque acredito na luta unida entre todas as categorias de policiais”, destaca.

O Governo de Sergipe informou que já há tratativas em andamento para que ambas as partes cheguem a um acordo. “O Governo ressalta a grave crise financeira que tem enfrentado, mas está aberto, junto ao comandante-geral da Corporação, a defender melhores condições de trabalho para os policias. O diálogo tem acontecido e será mantido sempre”, destacou a assessoria de comunicação do Governo do Estado.

por João Paulo Schneider

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