Subvenções:Testemunha recebia da Alese sem trabalhar

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Luiz Evilásio diz que recebia da Assembleia, mas não ia trabalhar (Fotos: Portal Infonet)

Em depoimento prestado na manhã desta quinta-feira, 14 na audiência que apura irregularidades na distribuição das verbas de subvenção pela Assembleia Legislativa de Sergipe, o responsável pela Unidade de Saúde Mista Dra Angélica Guimarães, Luiz Evilásio da Silva afirmou que recebia salário da então deputada, mas não trabalhava na Assembleia. O advogado Fabiano Feitosa garantiu ter havido um equívoco no depoimento e explicou que Luiz Evilásio estava a disposição de uma diretoria e que não trabalhava diretamente com a ex-deputada Angélica e ainda que ela não autorizou ele não comparecer ao serviço.

De acordo com ele, utilizou os R$ 580 mil em subvenções por meio da então deputada Angélica Guimarães, mas foi convocado pela própria Assembleia a devolver após terem sido iniciadas as investigações por parte da Procuradoria Regional Eleitoral.

Luiz Evilásio contou que os recursos das subvenções geralmente são utilizados na manutenção do hospital gerido pela associação de Japoatã e que nem a ex-deputada Angélica Guimarães, nem o esposo, o deputado Vanderbal Marinho (PSC) costumam visitar a unidade de saúde.

Assessor

Processos sobre as verbas de subvenção

Para a surpresa dos procuradores, ele declarou ter sido requisitado para trabalhar na Assembleia Legislativa de Sergipe, ‘mas não comparecia, por ordem da ex-deputada Angélica Guimarães’.

“O depoimento que chamou atenção hoje foi o de José Evilásio, que administra a Unidade Mista de Saúde Angélica. Ele deu a informação que de 2012 a 2014, foi requisitado pela então deputada Angélica Guimarães para trabalhar na Assembleia e por ordens dela nunca apareceu. Ele é um servidor do Estado, não prestou serviços durante dois anos e ficou sem fazer nada recebendo pela Assembleia. Está clara a ligação dele com a deputada como presidente da entidade, além da irregularidade gravíssima de ela ter autorizado um servidor a ficar recebendo salários pelo estado, sem comparecer e como disse ele, com a autorização dela”, lamenta a procuradora Eunice Dantas.

Os depoimentos da fase de instrução terão continuidade a partir das 16h desta quinta-feira, mas não serão concluídos como estava previsto, devido a algumas testemunhas ainda não terem sido localizadas para que fossem feitas as intimações para as audiências.

Defesa

O diretor jurídico da Assembleia Legislativa de Sergipe, Fabiano Feitosa entrou em contato com o Portal Infonet para explicar ter havido um equívoco no depoimento. "A deputada Angélica Guimarães era chefe de um Poder e não tinha como controlar tudo, nem o ponto e jamais autorizou ele receber sem trabalhar ou autorizou ele fazer isso. Luis Evilásio estava a disposiçao de uma diretoria da Assembleia que controlava a presença e portanto ele ia trabalhar. Ele não trabalhava diretamente ligado à presidente. Quanto aos valores recebidos, ele não utilizou a verba de 2014. Recebeu, aplicou e no final do ano extornou com juros e correção monetária", enfatiza o advogado Fabiano Feitosa.

Por Aldaci de Souza

*A matéria foi atualizada às 21h para esclarecimentos do advogado da Assembleia Legislativa de Sergipe.

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