Suspensão de verbas tira remuneração de jornalistas na CMA

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Nitinho afirma que não há justificativas para manter a VAEP sem as sessões na CMA (Foto: Portal Infonet)

Cerca de 20 profissionais da imprensa, entre jornalistas e radialistas, foram surpreendidos com a decisão do presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Nitinho Vitale, em suspender por 30 dias parte das Verbas Indenizatórias (VAEP) que ficam disponíveis para os parlamentares da Casa custearem serviços de assessoria jurídica e de imprensa. Com o corte, os profissionais não precisam mais prestar o serviço de assessoria para os parlamentares, pelo menos nos próximos 30 dias.

O presidente da Câmara Municipal se manifestou por meio do site oficial da Casa Legislativa. “Se as sessões estão suspensas, qual justificativa devemos dar a população em geral, para manter a Vaep?”, disse Nitinho. As sessões na CMA estão suspensas desde o dia 18 de março, em razão da pandemia do coronavírus.

Por meio de uma Comissão, os jornalistas e radialistas emitiram uma nota de repúdio a medida adotada pela CMA e alega que alguns dos profissionais estão completamente desamparados financeiramente. A Comissão também questionou as justificativas apresentadas por Nitinho, afirmando que mesmo com a suspensão das sessões, os profissionais continuam desempenhando suas atividades. “Todos os assessores têm redigido matérias que estão publicadas nos veículos, inclusive no site da CMA. As redes sociais dos vereadores estão sendo atualizadas, além dos acompanhamentos dos vereadores que os profissionais têm feito”, pontua a nota encaminhada pelos jornalistas.

Os profissionais da imprensa também questionam, em nota, por que o presidente decidiu manter as verbas para aluguel de escritórios, locação de veículos e combustível para os parlamentares. Nitinho também respondeu o questionamento através do site da CMA. “Como vereadores de Aracaju, podemos ser convocados a qualquer momento, para ajudar em alguma situação emergencial da cidade e da população. Mesmo assim, como a ordem geral é ficar em casa, a quantidade de combustível foi limitada (para 100 litro)”, esclarece Nitinho. O presidente da CMA informou ainda que, caso seja necessário, o ato será prorrogado por mais 30 dias.

O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe lamentou a decisão e diz já ter conversado com Nitinho. “A gente recebe com tristeza a notícia. Conversamos com o presidente, pedimos sensibilidade, mas ele alega que pode ter problemas de ordem jurídica lá na frente. Pedimos para ele reavaliar a situação e vamos aguardar”, afirmou Edmilson Brito, presidente do Sindjor.

Por Ícaro Novaes

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