Vaga na Alese: TRE ouve testemunhas do Podemos e de Gracinha Garcez

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(Foto: TRE/SE)

A tentativa do Partido Podemos (PODE) de Sergipe em reaver a vaga ocupada pela deputada estadual Gracinha Garcez (PSD), antes ocupada pela deputada Diná Almeida (Podemos), na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) deu mais um passo na justiça sergipana. Na manhã desta sexta-feira, 26, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE), realizou a primeira audiência de instrução.

De acordo com o advogado do Podemos, Saulo Ismerim, durante a audiência, três testemunhas de acusação e duas testemunhas da defesa foram ouvidas. Uma nova audiência será marcada pelo TRE/SE para ouvir o deputado estadual Zezinho Sobral, ex-presidente do Podemos, além de outros envolvidos.

Para o advogado, os depoimentos dados na audiência comprovaram a versão do Podemos de que houve infidelidade partidária e de que vaga pertence ao partido. “A audiência ocorreu de forma muito tranquila e os depoimentos trouxeram mais elementos aos autos, confirmando que houve sim infidelidade partidária cometida por Gracinha” afirmou o advogado Saulo Ismerim.

O advogado Fabiano Feitosa, que faz a defesa deputada Gracinha Garcez, também avaliou positivamente a audiência e destacou que os depoimentos apontam discriminações de natureza política e pessoal contra a parlamentar.  “As testemunhas confirmaram que houve efetivamente a discriminação político pessoal contra Garcinha Garcez, não em razão de disputa interna, mas em flagrante ferimento à igualdade, à democracia e aos direitos fundamentais que devem nortear os atos dos dirigentes partidários”, comentou.

Relembre

Em setembro, o Partido Podemos (PODE) de Sergipe entrou com uma ação de decretação de perda de cargo eletivo contra a contra a recém-empossada deputada estadual, Gracinha Garcez (PSD). A sigla acusa Gracinha de infidelidade partidária e alega que a vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) deve ser ocupada pelo suplente do partido, Carlão Vigilante.

O Podemos aponta na ação que a vaga na Alese, deixada pela deputada Diná Almeida (Podemos), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, pertence ao partido, e não a deputada Gracinha Garcez que se desfilou do Podemos em 2020 para concorrer à Prefeitura de Itaporanga D’Ajuda nas eleições municipais.

No mês de agosto, a Justiça Eleitoral negou o pedido de tutela de urgência do partido Podemos e manteve Gracinha no Cargo, alegando que o pedido não preenche os requisitos necessários à concessão da medida.

Por Luana Maria e Verlane Estácio 

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