Vai curtir as lives de artistas? Médico alerta para não reunir amigos

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Lives têm animado período de isolamento, mas provocaram alerta para a Saúde nos últimos dias (Foto: Pixabay)

O brasileiros já se pegou a algumas atividades de entretenimento para preencher o tempo ocioso provocado pelo isolamento social: entre elas, as transmissões ao vivo (lives) que vêm sendo promovidas por grupos musicais em todo País. A iniciativa tem sido bastante elogiada por autoridades e público, por promover entretenimento num momento de dificuldade e captar doações em prol dos mais desamparados nessa pandemia do coronavírus.

Mas, no último final de semana, durante lives que movimentaram bastante a internet, algumas pessoas compartilharam registros pelas redes sociais de amigos reunidos. A situação acendeu o alerta para os profissionais de saúde e revoltou pessoas que têm cumprido com rigor o distanciamento social.

O médico infectologista André Herrera explicou que reunir amigos em casa pode ser até mais perigoso que aglomerações nas ruas. “Em casa, numa reunião com conhecidos, as pessoas têm uma relação de proximidade, estão mais suscetíveis as conversas próximas uma das outras. Partindo do princípio que o vírus é transmitido pelo nariz, boca e olho, esse é um cenário mais perigoso que na rua”, explica. O médico reforça que é preciso cumprir o isolamento com apenas aquelas pessoas que moram na residência.

Separar utensílios

Para o médico, a separação de utensílios como copos talheres e pratos, por exemplo, é mais uma medida importante de prevenção ao contágio do vírus dentro de casa. “Todos utensílios que tem contato direto com a saliva, podem ser separados por pessoa. Principamente porque dentro de casa pode ter alguém assintomático, mas que está transmitindo o víros. Evitar essa exposição é importante”, justifica Herrera.

Com mais um fim de semana pela frente com feriados e previsão de mais lives musicais, o médico prega a importância da responsabilidade das pessoas e lembra que, se para alguns, o vírus pode ter efeitos amenos, para outros da mesma família o vírus pode ter consequências severas.

Por Ícaro Novaes

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