Alça do caixão

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Os desentendimentos registrados no interior do DEM é o maior sinal de que o partido está com falência múltipla dos órgãos, agonizando, respirando por aparelho, sem jeito. Os poucos líderes que ainda permanecem ao lado do leito de morte demista rezam por um milagre. Na prática, isso significa tentar refazer alianças, como aconteceu a semana passada, quando o ex-governador João Alves Filho foi ao apartamento do deputado federal Albano Franco (PSDB) para ser fotografado ao seu lado. Não passou de uma foto, pois mesmo João querendo juntar-se ao tucano, sua família não quer. Em nível nacional, os demistas também se desentendem pela liderança na Câmara dos Deputados, enquanto filiados menos votados preparam-se para abandonar o barco furado. Muitos já estão de malas prontas para se filiar ao novo Partido do Desenvolvimento Nacional (PDN), que em Sergipe será comandado pelo dublê de empresário e político Edvan Amorim, inimigo figadal da família Alves. Portanto, se o moribundo do DEM demorar mais um pouco para ‘bater a botas’ faltará quem pegue na alça do caixão.

 

Casadinha

 

Apesar da insistência do deputado estadual Adelson Barreto (PSB), dificilmente ele será o novo 1º secretário da Assembléia. O governador Marcelo Déda (PT) já bateu o martelo em favor do nome da petista Conceição Vieira e até mandou um recado aos desavisados: o PT apóia a deputada Angélica Guimarães (PSC) para a presidência do Legislativo desde que o PSC feche com Conceição para a 1ª Secretaria. “Não há uma sem outra”, disse Déda, que hoje se reúne com os irmãos Amorim para fechar a questão.

 

Em Brasília

 

E por falar em Déda, ele viaja daqui a pouco para Brasília onde será recebido em audiências pela presidente Dilma Rousseff (PT) e a Ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. Aproveita para convidar a presidente para o Fórum dos Governadores do Nordeste, que acontecerá em Aracaju no dia 21 de fevereiro próximo. Caso aceite o convite, será a primeira vez que a sucessora de Lula viaja para o Nordeste após ter assumido o governo.

 

Jibóia petista

 

Veja o que publica hoje a colega Rita Oliveira em sua coluna no Jornal do Dia: Do senador Almeida Lima (PMDB) sobre a briga de partidos por cargos no governo Dilma Rousseff e no Congresso Nacional: “O PT é muito goela. Se não abre os braços lhe engole como uma jibóia. Ele é assim em todos os Estados da Federação, isso é genérico. Falo isso sem querer agredir a, b ou c. É que o PT, se puder, engole mesmo”. Vixe!

 

Movimento justo

 

Aplausos para os estudantes, lideranças sindicais e populares, que promoveram ontem mais um ato contra o reajuste das passagens dos ônibus de Aracaju. Os manifestantes querem o congelamento do preço da tarifa e a melhoria do sistema de transporte coletivo da capital. Enquanto isso, a SMTT alega estar analisando a planilha para chegar ao índice de reajuste. Diante da péssima qualidade do serviço, o certo mesmo seria reduzir o atual valor da passagem e aplicar pesadas multas às empresas pelos constantes atrasos, que tantos prejuízos causam aos usuários.

 

Oito anos

 

Com o título acima, a coluna Periscópio do Jornal da Cidade lembra hoje o brutal assassinato do ex-deputado estadual Joaldo Barbosa, o “Nego da Farmácia”. Para marcar a data, familiares do político boquinhense participarão, às 16 horas de amanhã, de uma missa na Igreja Nossa Senhora Santana, em Boquim. O JC informa ainda que “os acusados e condenados pelo brutal assassinato de Joaldo já estão todos em liberdade”.

 

Na terrinha

 

E quem está hoje em Aracaju é o candidato derrotado à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Veio lançar o livro “Porque participar da política” e proferir palestra sobre a situação política e social do Brasil. Será às 19h no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social, localizado na rua Vila Cristina, próximo a Sociedade Semear. Em sua passagem por Sergipe, Plínio tentará acalmar os filiados do PSOL, que desejam ver pelas costas a candidata derrotada ao governo estadual, professora Avilete Cruz. Será que consegue?

 

Fora de tempo

 

Quase um mês depois da virada do ano, foi que o deputado federal Albano Franco (PSDB) mandou publicar sua mensagem de feliz Ano Novo para os sergipanos. O tucano aparece no anúncio ao lado de uma imagem sacra, enquanto deseja “Um Ano Novo abençoado por Deus, prosperidade, saúde e paz”. Pelo andar do calendário e como a mensagem não se refere a 2011, tem gente pensando que os votos são antecipados para 2012. Será?

 

Dois pesos

 

Como perguntar não ofende, por que será que a Prefeitura de Aracaju cobra uma taxa aos comerciantes de ‘capeta’ e ‘churrasquinho de gato’ que se instalam na área do Pré-Caju, e dispensa de cobrança a organização da prévia, que usa toda a avenida Beira Mar? Já que não pretende reduzir os lucros da Associação Sergipana dos Blocos e Trios, porque a Prefeitura também não libera a taxa cobrada aos pequenos comerciantes?

 

Aulinha particular

 

Houve quem se espantasse quando a coluna ‘traduziu’ a palavra relógio, do português para a gíria, este fenômeno de linguagem em que se usa uma palavra não convencional para designar outra, visando fazer segredo ou humor. No jargão da malandragem, cavalo é beiço mole, bicicleta é camelo ou magrela, rádio é papagaio, maconha é coisa, e fumá-la é dar um tapa na macaca, enquanto relógio é redondo.

 

Do baú político

 

O ex-senador Júlio Leite (PSD) foi um grande articulador político. A ele é atribuída a montagem do tabuleiro que resultou no afastamento de Seixas Dória da UDN para se candidatar a governador de Sergipe contra o próprio partido, derrotando Leandro Maciel, o principal líder udenista do Estado. Mas se tinha habilidade nos bastidores, o pessedista detestava dialogar com a imprensa. Seu neto e jornalista Ricardo Leite escreve no livro ‘Júlio Leite, o chefe invisível”, que o avô “talvez tenha dificultado a vida dos trabalhadores do jornalismo, ausentando-se das entrevistas e declarações exclusivas. Era uma péssima fonte”. Segundo Ricardo, era tão difícil ouvi-lo que, certa feita, a Gazeta de Sergipe publicou uma ‘entrevista exclusiva’ com Júlio Leite, onde o repórter pergunta e responde ao mesmo tempo: “E sobre Leandro, senador? Não sou contra, nem a favor, muito pelo contrário. E o que o senhor tem a dizer? Que sábado é véspera de domingo”. Outra vez, a mesma Gazeta anuncia na 1ª página uma nova entrevista exclusiva com o líder do PSD, mas logo abaixo da chamada, o jornal deixa um enorme espaço em branco.

 

Resumo dos jornais

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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