FELIZ 2009

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Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses são suficientes para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.


Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

 

 

O grande gênio Carlos Drummond de Andrade nos traz, com muita clareza, a idéia e o verdadeiro valor e sentido do tempo. 

 

Brinda-nos também com a profunda reflexão sobre uma grande verdade, a de quem realmente teve a feliz idéia de fatiar o tempo de nossas vidas, todo o tempo, desde os segundos aos minutos, horas, dias, semanas, meses e anos…

 

Concordo com o poeta quando ele classifica e elogia quem teve esta feliz idéia como genial, pois, seguramente, praticou uma façanha que, sem percebermos, é quem nos empresta equilíbrio para caminharmos, de forma mais organizada, no nosso dia-a-dia.

 

Essa divisão nos empresta oportunidade para descanso, para que formemos novas estratégias, elaboremos novos planos, implementemos ações diferentes e, sobretudo, nos dá a oportunidade de mudar a nossa trajetória. É essa, inclusive, a maior perspectiva que acontece ao final do ciclo de doze meses.

 

Será que essa expectativa acontecerá, ou não?

 

Será que essa divisão feita no nosso caminhar se presta para que possamos com a simples partilha – ano velho e novo ano, implementarmos esta mudança? Tão necessária e, por vezes, vital?

 

Se já atingimos o ano novo é porque passamos, há pouco, pelo natal, aquele momento de redenção, de esquecer, de perdoar.

 

Momento conhecido e apregoado como tempo de contrição, de arrependimento, de perdão…

 

O natal, por ser este instante sublime e humano, que leva e eleva os nossos corações e as nossas emoções a um nível de reflexão mais pura e divinal, que nos traz o aconchego e a paz, elementos necessários e essenciais a uma pura avaliação das nossas ações e dos nossos atos, se presta, exatamente, para isso; para que escolhamos bem os nossos projetos para o ano que breve se iniciará.

 

E, efetivamente é o que fazemos. Prometemos perdoar mais, nos doar às causas justas, sermos mais humanos e perseverantes, termos mais paciência e compreensão…

                                       

A pergunta é: realmente estes propósitos ultrapassam o dia de Reis? Ou naufragam logo nas primeiras braçadas dos primeiros dias de vigência dessa fatia de tempo?

 

Tudo depende de um “eu quero”, seguido de um “eu faço”. Aquele que planeja e executa, projeta-se para melhores patamares da vida. O contrário acontece com quem somente planeja, projeta e não age na mesma sintonia para a realização do que foi sonhado.

 

Aproveitando a riqueza de um novo tempo, de novas propostas, tenha bons sonhos e, sobretudo, boas realizações. Mas, atenção o importante é persistir e realizar e não somente sonhar.

 

Tornemos efetivos, através do esforço, trabalho e boa vontade os nossos projetos no ano que se inicia.

 

Feliz 2009

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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