Máquina parada

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A decisão do governador Marcelo Déda (PT) de só escolher o segundo escalão no final de fevereiro, causou uma quase paralisia da máquina pública. Boa parte dos dirigentes de órgãos e, especialmente, os ocupantes de cargos comissionados estão de braços cruzados. Aqueles que não alimentam esperança de serem aproveitados no segundo mandato do petista, pouco têm aparecido ao trabalho. Quando vão, praticamente nada decidem, comportamento seguido pelos comissionados, bem mais interessados em saber quem será o ‘novo chefe’. Esse compasso de espera se reflete no andamento de projetos, deixando a máquina pública em ponto morto. É visível como o atendimento nas repartições ficou ainda mais lento, sem contar que, em muitos casos, a fidalguia deixou de existir, pois estando de ‘aviso prévio’ muitos comissionados estão se lixando para quem procura seus préstimos. 

Braços cruzados 

Quem precisa resolver alguma coisa nas repartições públicas é bom se apressar, pois elas só funcionarão hoje no período da manhã. À tarde é ponto facultativo tanto no Estado quanto na Prefeitura de Aracaju. A ‘folga’ concedida pelo governador Marcelo Déda (PT) e o prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) foi motivada pelo Pré-Caju, que começou ontem e prossegue até domingo que vem. 

Atirando a esmo 

A oposição anda atirando a esmo, talvez por acreditar que se não fizer barulho será esquecida pela população. Maior exemplo disso foi dado ontem pelo deputado federal Mendonça Prado (DEM). Entrevistado em uma emissora de rádio, ele gastou parte do tempo criticando a aquisição pelo governo – a custo zero – de um avião bimotor. Disse, entre outras coisas, que a aeronave vai ser usada pelo governador Marcelo Déda em suas viagens ao interior, em vez de servir à Polícia. Ora, não seria mais prudente esperar para ver primeiro como o aviãozinho será utilizado? 

Bem na fita

Aracaju foi considerada uma das cidades que se tornaram atração turística durante as festividades de final de ano graças a sua decoração natalina. Vários sites informativos e blogs nacionais citaram a capital sergipana como destino turístico ideal para famílias e grupos de amigos, destacando a iluminação da cidade e o presépio montado no Parque da Sementeira. A decoração natalina de Aracaju também foi destaque no programa ‘Estúdio i”, do canal Globo News, que mostrou ao vivo imagens do presépio. 

“Rôla” fora 

E quem anda procurando um novo partido é o biscateiro José Ribeiro, o popular “Rôla”. Desiludido com o PRB, que lhe negou registro de candidatura na eleição passada, ele espera ser convidado por outra agremiação política para tentar uma vaga de vereador no pleito de 2012. Tendo obtido mais de 20 mil votos quando concorreu à Câmara Federal em 2006, José Ribeiro foi abandonado pelos ‘amigos políticos’. É como afirmava, outro dia, um gaiato: “Quanta crueldade! Estimularam Rôla e depois lhe deram as costas”. Vixe! 

Camarote supimpa

A Nova Schin, uma das maiores patrocinadoras do Pré-Caju, inaugurou o seu camarote ontem à noite e levou novidades para a avenida. Dividido em dois andares, o primeiro faz homenagem aos 20 anos do Pré-Caju, com um painel repleto de fotografias destacando momentos especiais da história da folia. O segundo andar é institucional, com a decoração baseada na marca. O camarote Nova Schin recebeu cerca de 200 convidados com direito ao sistema All Inclusive e uma boate com música eletrônica, que funcionou nos intervalo da passagem dos trios elétricos.

Melhor bloco 

E aí galera, já foi pegar o casco do Caranguejo Elétrico para cair na gandaia? Em alguns lugares, como Iate Clube e o Restaurante do Camilo, você pode comprar a indumentária por apenas R$ 40. No mais é preparar a ‘caveira’ com frutas da estação e cachaça da boa para o grande desfile de domingo. Não esqueça que, diferente do barulhento e sem graça axé baiano dos demais blocos, o nosso Caranguejo Elétrico será animado pela famosa banda pernambucana Spok Frevo. Como? Vai ficar sentado no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar? Qualé, meu? 

Peças de museu 

O Palácio-Museu Olímpio Campos recebeu a doação de parte do acervo pessoal do ex-governador Arnaldo Garcez, que se estivesse vivo teria completado 100 anos na semana passada. A filha dele, Maria Augusta Garcez, entregou à direção do Museu objetos pessoais do ex-governador, como uma xícara de louça, o óculos de grau, a caneta, um castiçal de prata, uma imagem de Nossa Senhora das Graças e mais de uma centena de fotografias pessoais do líder político de Itaporanga.

Já se limpou?

O eleitor que não votou nem justificou a ausência no primeiro ou no segundo turno das Eleições 2010, deve procurar o cartório eleitoral mais próximo e pagar multa em torno de R$ 3,50 para regularizar a situação eleitoral. A não regularização acarretará impedimento para obtenção de passaporte ou carteira de identidade, recebimento de salários de função ou emprego público, participação em concorrência pública, obtenção de certos tipos de empréstimos e inscrição, investidura e nomeação em concurso. 

Do baú político 

Esta quem contou foi o amigo Eugênio Nascimento: Fernando Henrique Cardoso fez das tripas coração para ingerir os mais diversos pratos da culinária brasileira. Um desses maus bocados foi no sertão de Sergipe. Era 1994, já no último mês da campanha presidencial, quando FHC chegou em Aracaju para, ao lado do candidato a governador Albano Franco, visitar alguns municípios. No último deles, Porto da Folha, a comitiva foi recepcionada com um jantar em que o prato principal era buchada de carneiro. Ao ver aquela grande bola fumegante dentro da panela que foi colocada à mesa, Fernando Henrique arregalou os olhos. Seu espanto mesmo foi quando a dona da casa partiu a buchada ao meio, expondo os miúdos do animal misturados ao suculento arroz. Primeiro a se servir, o presidenciável botou apenas um ‘nadinha’ no prato. Vendo aquilo, Albano insistiu que ele colocasse um pouco mais. “Calma, governador! Tem muita gente e todos precisam apreciar a buchada”, afirmou um encabulado FHC, tentando disfarçar o nojo. “Não seja por isso presidente, lá na cozinha ainda tem pra mais de quatro buchadas e aqui quase todo mundo já comeu”, disse a dona da casa, enquanto tascava no prato do convidado ilustre quase a metade da iguaria nordestina. 

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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