Não importa. A criança está viva

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Se os homens, por maioria fracassam, sobejam muitos pais nas vitórias das grandes batalhas.

Embora se diga diferente, vitoriou-se o governo Jair Bolsonaro: a Reforma da Previdência foi aprovada pelo Senado Federal na noite de ontem, 22 de outubro 2019, uma data que restará importantíssima para o Brasil.

A decisão foi de 60 a favor e 19 contra, num universo de 79 votantes, 75% de consentimento do Colegiado,  já que o Presidente, Davi Alcolumbre, é impedido de votar, e esteve ausente por missão (haveria uma maior missão?) o Senador Rodrigo Pacheco do DEM de Minas Gerais.

Nesta discussão, só 19 Senadores permaneceram recalcitrantes contra a reforma; os auto definidos progressistas, os sempre retrógrados renitentes.

Pelo noticiário da imprensa, mesmo sendo uma grande vitória do governo Bolsonaro, não há nela qualquer destaque que evidencie um rastro de DNA do Presidente da República.

É verdade! A vitória tem muitos pais e Bolsonaro, para a grande imprensa e a mirim que bestificadamente a segue país afora, não insemina nem fertiliza; só graceja!

E gracejando como sempre, para contínuo deleite dessa imprensa, vale a declaração do Presidente em Tóquio: “Não articulei nada, não sei articular. Quem articulou foi o Delegado Waldir”.

Cabe, todavia, a pergunta que não calar: quantos Presidentes tiveram sucesso numa Reforma da Previdência?

Fernando Henrique, que podia tudo, até obter a reeleição do seu mandato, satisfez-se preferindo ofender os aposentados escarrando-os como vagabundos.

Lula e Dilma só fizeram reformas toscas, de somenos paliativos.

Depois por último, Michel Temer, acossado por denúncias, ditas terríveis, e por assim espremido por todos os lados, utilizou uma manobra jurídica para tolhe-la, só para assegurar o seu mandato.

Usou um decreto de emergência decretando intervenção federal, não de um Estado da Federação, mas de um Secretaria de Segurança desse Estado, parando tudo, matando assim a Reforma.

Foi preciso esperar por um novo Parlamento e, sobretudo, de um novo Presidente que ousasse enfrentar o desafio do déficit da  previdência pública, tema altamente litigioso em todos azimutes globais.

E veio este novo Presidente, o inesperado e pouco desejado Jair Bolsonaro, um homem considerado defeituoso, por homofóbico e atrabiliário, acusado de várias nódoas politicamente incorretas, menos a de ser um deputado corrupto, afeito ao toma-lá-dá-cá bem comum no parlamento brasileiro.

O Presidente que é de tudo acusado; estuprador, sinistro, autoritário, surrado pela imprensa sem descanso, está vencendo dragões e medusas, sem que lhes vejam a ação saneadora de seu governo.

Os que teimam em não lhe reconhecer o mérito de sua ação veem vitoriosos apenas os seus ministros, como se estes fossem figuras autônomas e independentes sem comando superior nem orientação.

Como o pior cego é aquele que desfoca tudo o que não quer ver, vale ressaltar, só  para discordar, o texto de Josias de Souza, destacando o Presidente Bolsonaro que entre risos chacoteou a mídia pátria lá de Tóquio.

“A reforma da Previdência – diz Josias – finalmente aprovada no Senado, é digna da festa que se realiza em torno dela. O que surpreende é a tentativa de Jair Bolsonaro de se autoatribuir o mérito pela aprovação. Entre risos, o presidente declarou, em Tóquio: “Não articulei nada, não sei articular. Quem articulou foi o Delegado Waldir”. Foi como se o capitão recorresse à ironia para declarar, com outras palavras, o seguinte: “Embora meu correligionário me chame de vagabundo, consegui articular a aprovação de uma extraordinária reforma.” É uma pena, mas a insinuação de Bolsonaro não fica em pé. A reforma saiu apesar das trapalhadas do presidente, eis a realidade”.

Em verdade a “insinuação” fica de pé e permanece erecta como um monólito após o silêncio bruxuleante que sucedeu tantos discursos em lágrimas.

A reforma só saiu pela determinação do Capitão Presidente, que de modo próprio em seu jeito provocador e peculiar, soube lidar com os Presidentes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, incomodando-os sob ferrão e guiada, em cobranças das ruas, impelindo-os sem retorno para o caminho necessário.

Sem falar que soube vencer com excessiva delicadeza e paciência a relutância de tantos congressistas que tratavam o tema com enorme morosidade.

Quantos não se somaram às manobras protelatórias da miúda e agressiva oposição, só por pura mercadoria de troca?

Mas, não importa quem é o pai da criança.

Ela está viva, a despeito de fogos de floresta, derrames betuminosos no mar, e tantos feitos ominosos tão decantados do nosso noticiário.

E só por arremate, vencendo torpezas e safadezas, parece que o Presidente soube botar ordem na banda suja do PSL.

 

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