Audiência discute medidas emergenciais para rodízio de água

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Audiência discutiu rodízio de água.
O rodízio no sistema de abastecimento de água continua gerando problemas para a população de Aracaju. A água que voltou às torneiras nos bairros da Zona Sul, nesta quinta-feira, 19, apresentou uma coloração escura e em algumas localidades, o serviço ainda não tinha sido normalizado. Para tratar desses e de outros transtornos causados pelo rodízio, foi realizada nesta manhã, uma audiência no Ministério Público Estadual (MPE), com vistas a estabelecer medidas emergenciais para minimizar o problema.

Na reunião, os representantes da Companhia de Abastecimento (Deso) informaram que o rodízio continuará ocorrendo até o final de março. A expectativa é que com a ocorrência das chuvas, o abastecimento seja regularizado. Além disso, o diretor administrativo da Deso, Everton Teixeira, explicou que a coloração escura da água está relacionada às partículas de poeira que se acumulam nas tubulações durante o período de corte no abastecimento. “Como a água retorna com grande velocidade, ela absorve essas substâncias, mas ainda assim, ela continua dentro dos padrões de potalidade aceitáveis”, esclarece.

Euza cobrou medidas emergenciais.
A promotora de Defesa dos Direitos do Consumidor, Euza Missano, solicitou que a água passe por verificações técnicas todas as vezes que retornar as tubulações. “Na próxima reunião, a Deso trará os primeiros resultados dos testes para que verifiquemos se a água é própria para o consumo humano”, ressaltou a promotora. Segundo ela, outras medidas emergenciais serão tomadas pela companhia, como a disponibilização de água em carros-pipa para áreas com maior dificuldade no abastecimento e para hospitais e escolas. Além disso, a ouvidoria da Deso estará disponível a população para reclamações.

Carros-pipa

Euza Missano alertou a sociedade para o uso de fontes alternativas, como os carros-pipa. De acordo com ela, “a única água que pode ser consumida pela população é a disponibilizada pelos carros-pipa da Deso”. A promotora explica que a água retirada de poços não passa por fiscalização da Vigilância Sanitária e em decorrência disso, pode causar problemas para a saúde de quem a utilizar.

Redução para 24 horas

Everton Teixeira explicou problema.
Ainda na audiência, foi levantada a possibilidade de reduzir o tempo do rodízio para 24 horas em substituição ao sistema implantado, que é de dois dias de abastecimento em cada zona da cidade. O diretor da Deso informou que não é possível realizar o rodízio em tempo menor, por questões técnicas. “A água não iria chegar a áreas altas e mais distantes em tempo hábil, provocando transtornos ainda maiores”, ressaltou Everton Teixeira.

Medidas

A promotora Euza Missano questionou a ocorrência dessa crise no abastecimento. Segundo ela, a companhia tinha assegurado a população, no ano passado, que esta situação não se repetiria porque o Governo do Estado estava realizado obras estruturantes que iriam garantir o abastecimento de água, durante o verão. O diretor administrativo da Deso informou que as obras de duplicação da adutora do São Francisco e da barragem do Rio Poxim, que regularizarão o fornecimento de água, sofreram alguns atrasos e só estarão concluídas em 2010.

Por Valter Lima

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