Concurso pode ser anulado

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A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sergipe – OAB/SE – detectou algumas irregularidades no concurso público do Tribunal de Justiça de Sergipe. De acordo com Henri Clay Andrade, presidente da entidade, a OAB foi procurada por diversos candidatos que protestavam a respeito da realização do concurso.

 

A partir do dia 13, a Ordem já estava sendo procurada. As provas foram realizadas no dia 12 e as denuncias são variadas e consideradas graves pela diretoria da OAB. “A OAB tem recebido com apreensão e cautela as denúncias feitas por diversos candidatos, reduzindo-as a termo. Vamos, hoje, requerer o projeto licitatório ao presidente do Tribunal”, informa Andrade.

Henri Clay disse que já existem provas documentais quanto à igualdade das provas em relação ao nível médio e superior e outras irregularidades graves. As denúncias dão conta de uso de telefones celulares durante a realização das provas; falta de acompanhamento dos fiscais quando alguns candidatos se dirigiam ao sanitário; provas sem lacre; e pessoas que fizeram provas sem que seus nomes constassem na relação de candidatos.

Os candidatos também relataram que alguns se inscreveram para analista judiciário, porém, receberam a prova de técnico judiciário. André Ricardo Araújo, um dos candidatos, entregou documentos à OAB que comprovam a existência de 36 questões idênticas para as provas de níveis superior e médio.

 

“Há informação de que houve dispensa de licitação para escolha da Fundação. Os fatos narrados, face a sua gravidade, por si só, viabilizam o questionamento da dispensa da licitação, uma vez que esta deve ter sido fundamentada na notória especialidade da Fundação contratada, o que pressupõe organização, zelo e eficiência na sua realização”, observa o presidente da OAB/SE.

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