DER irá demolir casas do Nova Liberdade

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DER pretende construir pista que irá ligar rodovia à BR
Moradores do loteamento Nova Liberdade, localizado no bairro Bugio, estão indignados com a possibilidade de ter de abandonar as suas casas para a construção de uma pista. Segundo a dona de casa Maria Lucia Santos, fiscais do Departamento Estadual de Infra-Estrutura Rodoviária de Sergipe (DER) já estiveram lá para fazer a medição.

“Os fiscais vieram e mediram a área das casas. De acordo com eles, o DER precisará demolir as residências que estiverem no raio de 15 metros em direção ao conjunto”, diz. Maria Lucia ficou assustada com a visita dos fiscais e afirmou que não quer sair do local. “Eu moro aqui há muitos anos e não quero deixar tudo para trás por causa de uma obra do Governo”, afirma.

Casas terão que ser demolidas para que a obra seja feita
A dona de casa gastou mais de R$ 23 mil para construir a residência e acha que a indenização proposta pelo DER, de aproximadamente R$ 15 mil, é um absurdo. “Eu só vou abandonar a minha casa pelo valor de no mínimo R$ 30 mil. É um preço justo, já que eu vou ter que procurar outro lugar para morar”, diz.

A mesma reclamação foi feita por Erundino de Almeida, dono de um estabelecimento comercial. “Eles mediram o meu terreno e disseram que vão voltar para conversar sobre a indenização. Eu vendi tudo o que eu tinha pra construir esse lugar, não posso largar tudo por causa dessa pista”, relata. 

Dona de casa acha que indenização proposta pelo DER é injusta
A sugestão dos moradores é que o Governo utilize a linha de ferro para construir a pista que ligará a avenida à BR. “Não tem necessidade de demolir as casas, se há o espaço da linha de ferro. Se não passa mais trem aqui, pra quê eles querem conservar essa linha?”, questiona Erundino.

O DER não informou quando as casas terão que ser demolidas. “Até agora eles não falaram em prazo, só na indenização”, diz Maria Lucia. “Quando soubermos mais informações sobre a obra, iremos manifestar, reclamar e fazer valer os nossos direitos de moradores”, conclui Erundino.

Por Carla Santana

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