Menina assassinada era assistida pelo CMDCA

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A garota foi vítima de um crime brutal /Foto: Portal Infonet

A morte da jovem Elisabete Mendes dos Santos, de 14 anos, encontrada em um campo de futebol, localizado no bairro Veneza, com sinais de estupro denuncia a fragilidade da assistência a adolescentes que são vítimas de abuso sexual. O problema é que há cerca de três meses o caso da jovem estava sendo acompanhado por conselheiros tutelares que receberam a denúncia de que Elisabete teria sofrido abuso sexual e fugido de casa.

A menina morava com o pai e a madrasta no bairro Santa Maria e acusou o pai de ter causado a violência. O conselheiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), José Edinaldo dos Santos, conta que após a acusação a garota e a irmã dela, que atualmente tem 15 anos, fugiram de casa e passaram a morar em um abrigo, mas elas fugiram do local.

Edinaldo conta que a responsabilidade de acolher as duas garotas era da 16ª Vara da Infância e Adolescência. A avó das garotas, Valdenice Vieira Santos, moradora do Bugio, disse que na última sexta-feira, 19, Elisabete foi até a sua residência com uma pasta escolar e dois telefones celulares.

A avó paterna confirmou que as netas chegaram a denunciar o pai de abuso sexual, mas disse que na época o exame não foi realizado e nada pôde ser comprovado. Muito triste Valdenice declarou que a neta mais velha está desaparecida. “Não sei aonde ela pode estar porque ela fica na casa de um e de outro”, disse.

O caso da morte da adolescente está sendo investigado pelo delegado Sérgio Ricardo que deverá ouvir a avó de Elisabete na manhã desta terça-feira, 23. A reportagem do Portal Infonet tentou por várias vezes nesta tarde falar com a juíza da 16ª, Rosa Geane Nascimento, para obter mais informações, mas não obteve êxito.

Por Kátia Susanna

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