Missas em cemitérios de Aracaju celebram Dia de Finados

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Foi no século V que a Igreja Católica passou a dedicar um dia de oração para os que já morreram. Nesta quarta-feira, Dia de Finados, os cemitérios localizados em Aracaju devem receber milhares de pessoas. A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) preparou os cemitérios São João Batista, Helena Alves, ABC e dos Náufragos para receber os visitantes. A Arquidiocese de Aracaju também fez uma escala de celebrações nos cemitérios de Aracaju.

 

“Fizemos todo o trabalho de capinação, recolhimento do lixo, pintura interna e externa dos muros e colocamos gambiarras para caso as visitas aconteçam também no início da noite”, explica Horácio Correira, coordenador de Cemitérios, Lavanderias e Sanitários Públicos da Emsurb.

 

Só no Cemitério São João Batista, o maior espaço público para enterros na capital, existem cerca de quatro mil gavetas. Lá acontecem, diariamente, de sete a dez enterros. A capela do cemitério, que se localiza no bairro Castelo Branco, também foi pintada.

 

Além do São João Batista, os cemitérios Helena Alves, na Atalaia, ABC, no Jardins, e Náufragos, na Sarney, vão funcionar das 8 às 18 horas. No Cemitério dos Náufragos estão sepultados apenas 35 marinheiros que morreram em um naufrágio no litoral sergipano, durante a 2ª Guerra Mundial.

 

ORIGEM – A história do Dia de Finados começou no século I, quando os cristãos iam ao túmulo dos mártires nas catacumbas rezar pelos que morreram sem martírio. Já a memória dos mortos na celebração da missa existe desde o século IV. No século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar pelos mortos.

 

No século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram a comunidade cristã a dedicar, anualmente, um dia pelos mortos. Desde o século XIII esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro. Isso porque no dia 1° de novembro são lembrados todos os santos que morreram, mas não foram canonizados.

 

Há um país, no entanto, em que a época de Finados não é tempo de luto. É o México, onde as famílias reverenciam seus mortos num ambiente de festa e alegria, tocando suas músicas preferidas e enchendo túmulos e altares caseiros com oferendas como tequila e as comidas que os defuntos mais gostavam.

 

SOLICITAÇÃO – A Emsurb está solicitando às pessoas cujos parentes foram enterrados no Cemitério São João Batista, durante o ano de 2002, que compareçam à administração do cemitério para providenciar, até o dia 15 de novembro, a retirada dos restos mortais e o reenterro no ossuário.

O tempo mínimo para fazer a remoção dos ossos é de dois anos e meio. Quando estes ossos completam o tempo de permanência nas gavetas são retirados para aguardar que os parentes façam o reenterro no ossuário. Os parentes devem levar ao cemitério o atestado de óbito da pessoa sepultada, carteira de identidade e CPF da pessoa responsável pela retirada.

 

 

Confira os horários das missas nos cemitérios de Aracaju neste Dia de Finados:

 

Cemitério São Benedito

7h – Dom Lessa

9h – Pe. Peixoto

16h – Pe. Manoel Messias

 

Cemitério Santa Isabel

7h – Frei Raimundo

9h – Pe. Jerônimo

15h – Pe. Daniel

17h – Dom Lessa

 

Cemitério São João Batista

8h30 – Pe. Félix

9h30 – Dom Lessa

11h – Pe. Peixoto

14h30 – Pe. Paulo Cruz

15h30 – Frei Rosivaldo

17h – Frei Anilson

 

Cemitério Colina da Saudade

9h30 – Pe. Peixoto

 

Cemitério Atalaia

11h – Pe. Joaquim Dantas

16h – Pe. Luiz Lemper

 

Cemitério Cruz Vermelha

9h – Pe. Enaldo

16h – Pe. Valdson

 

 

Por Janaina Cruz

Da Redação do Portal InfoNet

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