Moradores da “Boca do Jacaré” ganham prazo para o poder público tomar providências

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Moradores fazem protesto em frente ao fórum
Dezenas de moradores da invasão conhecida como “Boca do Jacaré” no bairro 18 do Forte se reuniram na manhã desta quinta-feira, 18, em Frente ao fórum Gumercindo Bessa. O motivo foi uma audiência sobre a ordem de despejo que pedia a desocupação da área onde vivem 226 famílias.

Durante a audiência, o juiz Fernando Clemente da Rocha suspendeu a execução do despejo. “Como estavam presentes os representantes da prefeitura, da câmara dos vereadores, do Estado e da Assembléia concedi um prazo de 45 dias para que Estado e Município tomem as medidas cabíveis neste caso”, sentenciou.

A área formada por quatro quarteirões que fica atrás

Edila a direita e moradora aguardam uma solução
do 28º Batalhão de Caçadores do Exército é ocupada há mais de 15 anos. As ruas possuem inclusive redes de coleta de esgoto, de abastecimento de água e energia elétrica.

De acordo com a presidente da associação dos moradores do bairro 18 do Forte Edila Moreira, as pessoas não tinham conhecimento da ordem de desejo. “Soubemos de boca, foi quando procuramos o Ministério Público e fomos informados que haveria essa audiência de hoje. Graças a Deus o juiz deu esse prazo para que o poder público tome alguma providência”, disse.

Segundo o proprietário do terreno Alípio José Viana Filho, há muito tempo que ele solicita um diálogo com

José Alípio aguarda indenização há 15 anos
a prefeitura. “Já procuramos diversas vezes a prefeitura de Aracaju para resolver a situação, mas ela a todo tempo se mostrou desinteressada com o problema. Todos dizem que o problema é social, mas ninguém vê o meu lado, espero que agora neste prazo cheguemos a um entendimento”, falou.

Reunião

No final da manhã, o chefe de gabinete da Prefeitura de Aracaju Bosco Rolemberg, recebeu uma comissão dos moradores intermediada pela deputada Estadual Suzana Azevedo e o vereador Valdir Santos.

Segundo Bosco, a Prefeitura irá avaliar a situação. “Nós recebemos os moradores que trouxeram a ata da audiência e vamos avaliar a situação dessa comunidade”, comentou.

Por Bruno Antunes

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