Borracheiro é acusado de ocultação de cadáver e homicídio qualificado

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Delegada Luciana Pereira detalha a conclusão dos dois primeiros inquéritos (Foto: Portal Infonet)

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), através do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DHPP), apresentou na manhã desta sexta-feira, 24, informações sobre a conclusão de dois inquéritos dos cinco que envolvem a suspeita do assassinato de quatro pessoas pelo borracheiro Joenaldo dos Santos da Silva, 36 anos, em Nossa Senhora do Socorro.

Conforme a delegada Luciana Pereira, as conclusões se referem aos crimes de ocultação de cadáver, cuja ação envolve todos os corpos encontrados, e de homicídio qualificado, envolvendo especificamente a vítima Maria Aparecida da Conceição. “Embora ele não possuísse uma ligação direta com a vítima, havia o registro de uma agressão a uma mulher nas proximidades de onde residia e ela desapareceu justamente após sair de uma seresta que Joenaldo também frequentava”, explicou.

Segundo Luciana, a investigação foi cautelosa dadas as circunstâncias de discrição do suspeito, que até então era tido como um homem pacato pelos vizinhos, “Nosso trabalho foi o de ouvir todas as testemunhas sem expôr nossa desconfiança quanto ao Joenaldo. Até então, ele não possuía nenhum boletim de ocorrência e era um vizinho bem quisto”, acrescentou.

O perito Fabrício Rodrigues detalhou que ocorreram várias análises nos locais dos crimes (Conjuntos Marcos Freire II e Piabeta) para a verificação de movimentação no subsolo, o que poderia facilitar a descoberta de indícios de novos crimes, “Após o acionamento houve a primeira perícia para analisar as quatro vítimas dos dois locais. Posteriormente, retornamos para buscar supostos novos corpos que poderiam estar ali e utilizamos um método de mapeamento do subsolo que investigou se houve escavações e se haviam novos cadáveres ou ossadas”, disse.

Novos crimes

Enquanto trabalha pela conclusão dos três inquéritos restantes, a equipe do DHPP ainda se mantém na linha de investigação que suscita a possibilidade de novos crimes de autoria do borracheiro, “Existe uma lacuna de sete anos das mortes que ainda não conseguimos fechar e entender se outros casos foram praticados. Estamos fazendo um trabalho que irá demorar, mas servirá para entender se há desaparecidos nas redondezas que tenham tido ligação com o suspeito”, declarou a delegada Luciana.

por Daniel Rezende

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