Ossada humana: acusado confessa ter ocultado corpos

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A delegada Luciana Pereira detalhou o caso (Foto; Portal Infonet)

A delegada Luciana Pereira do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) detalhou na manhã desta sexta-feira, 3, a investigação que culminou com a localização de quatro corpos que estavam enterrados em Nossa Senhora do Socorro. Três ossadas humanas foram encontradas no fundo de uma borracharia no conjunto Marcos Freire II, e a quarta ossada enterrada na Piabeta.

Joenaldo dos Santos da Silva, 36 anos, foi preso, suspeito de matar e ocultar os corpos. Segundo a polícia, ele confessou o crime. Uma das mortes teria ocorrido há oito anos. “Ele deixou claro que não tem remorso, não se arrepende e que faria tudo novamente. Todos os corpos foram indicados por ele onde estavam. O primeiro corpo foi enterrado na casa dele há oito anos e ele confessa que é de uma mulher que ele conheceu em um bar. Ele levou ela para casa e ele achou que ela teria tentado roubar um objeto dele e por este motivo ele a matou”, relata a delegada Luciana Pereira.

Ainda segundo a delegada, todas as mortes foram por motivo fútil e com uso de um pé de cabra. “Os outros três últimos corpos foram enterrados em menos de um ano. Ele usava um pé de cabra para matar as vítimas. Uma das vítimas era amigo dele que estava desconfiando que ele [Joenaldo] traficava drogas e segundo ele, andou comentando com algumas pessoas, mas ele era apenas usuário, segundo palavras dele. Por conta disso foi morto”, diz.

Durante a prisão, o filho de Joenaldo foi ouvido, mas segundo a polícia, não há indícios de que ele participou ou tivesse conhecimento das mortes.

Exames estão sendo realizados e vão apontar a identificação das vítimas já que os corpos estão em avançado estado de decomposição. A delegada acredita que mais pessoas possam ter sido vítimas de Joenaldo e faz um apelo para que familiares de pessoas desaparecidas que residem em Socorro e que tenham algum vínculo com o acusado, procurem a polícia para que o caso seja investigado.

por Aisla Vasconcelos

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