Quadrilha é da Tartaruga aê!

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O clima dos festejos juninos se espalhou pela cidade e chegou ao Oceanário de Aracaju. Ontem, 22, o espaço criado para atividades ambientais, deu lugar a uma das mais tradicionais manifestações culturais do Estado, a quadrilha.
Criada há 17 anos, através do Programa de Valorização Cultural do Projeto Tamar, a Quadrilha da Tartaruga conta com cerca de 60 participantes, em sua maioria crianças carentes da comunidade. O programa surgiu de uma iniciativa do Projeto de Educação Ambiental desenvolvido pelo Tamar, no município sergipano de Pirambu.
As dificuldades
Todas as despesas da apresentação da Quadrilha da Tartaruga são pagas pelo Projeto Tamar, mas a cada ano tem sido mais difícil. Segundo Deyse Rocha, executora da base de Ponta dos Mangues e coordenadora das atividades de educação ambiental, ficava muito dispendioso arcar com todos os gastos da quadrilha, desde os ensaios, aos trajes e o trio pé-de-serra, uma despesa que girava em torno de R$ 13 mil reais.
Atualmente, devido aos altos custos e à falta de patrocínio, os integrantes ensaiam em uma rua pouco movimentada de Pirambu, somente com a marcação da zabumba. Contudo, essa situação tem feito a quadrilha andar com suas próprias pernas, identificando suas próprias lideranças. Um exemplo claro disso é Jocivaldo Góis dos Santos, ou simplesmente Marreta. Ele começou a dançar com o grupo aos 7 anos de idade e, hoje, com 22 é o marcador da Quadrilha da Tartaruga. “Para mim isso é maravilhoso. Foi a convivência que me fez marcador. Hoje a quadrilha é uma família pra mim”, disse.
Os resultados
Deyse explica que os executores do projeto esperavam um apoio maior, tanto da Prefeitura de Pirambu, quanto do Governo do Estado, mas fica feliz em ver que o trabalho desenvolvido tem continuidade, apesar das dificuldades enfrentadas. “O nosso retorno não é material, e sim, filosófico. É a mudança de comportamento e atitude com relação à questão ambiental e cidadã que a gente tem alcançado”, disse. Ela aproveita para frisar que a atividade desenvolvida com a quadrilha é vinculado ao trabalho de preservação das tartarugas marinhas, bem como o Lariô da Tartaruga, o Grupo de Bordadeiras e o Grupo de Capoeira Unidos da Tartaruga.
A apresentação da quadrilha, que se intitulou da Tartaruga, por ter o Projeto Tamar como um ponto de apoio e incentivo, fez parte da programação desenvolvida em função da visita do Presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis – IBAMA, Marcus Barros, a Aracaju.
Por Alice Thomaz

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