Governador cobra posição sobre destino da Petrobras em Sergipe

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Belivaldo Chagas: incertezas e prejuízos (Foto: Facebook/Belivaldo Chagas)

O governador Belivaldo Chagas (PSD) cobra uma posição definitiva da Petrobras quanto à política de desinvestimento, que está sendo conduzida pelo Governo Federal, que poderá provocar o encerramento de várias atividades da estatal petrolífera em solo sergipano, a exemplo da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que hibernou no início deste ano em decorrência da política de desinvestimento e está sem produção, apenas monitorada para fins de evitar acidentes e deterioração dos equipamentos.

O governador lamenta essa política. “Infelizmente, a Petrobras tem anunciado o desinvestimento total no país e o que se observa é que o investimento ficará no Centro Sul”, destaca. Para Belivaldo, o Governo Federal deve sair da inércia e definir de vez o destino da estatal petrolífera em território sergipano. “Se é para ter desinvestimento, se [a Petrobras] não quer investir, pegue o que tem e passe para a iniciativa privada”, sugere o governador sergipano. “O que importa é que tenhamos geração de emprego e renda”, diz.

Belivaldo Chagas diz que há uma luta permanente para manter as atividades da Petrobras em Sergipe. “Mas não nos interessa uma Petrobras presente sem fazer nada”, ressalta. “Ou fica no Estado investindo ou saia com sua linha de desinvestimento e passe para a iniciativa privada. E, com isso, automaticamente, gerar emprego e renda”, complementa.

Audiência pública

Conforme divulgado pelo Governo do Estado de Sergipe, em audiência pública realizada na terça-feira, 8, na Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, informou que o negócio de fertilizantes gerou anualmente um prejuízo em torno de R$ 200 à estatal. O presidente informou, na audiência, que continua em andamento, na Petrobras, o processo de licitação para arrendamento da Fafen nos estados de Sergipe e na Bahia. A Petrobras espera receber as propostas de arrendamento no dia 11 de novembro.

O Portal Infonet tentou ouvir a Petrobras sobre a questão, mas até o momento não houve resposta. O Portal Infonet permanece à disposição. Informações podem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 – 8000.

por Cassia Santana

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