Covid-19: Psicóloga alerta para o uso em excesso dos apps de paquera

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De acordo com a psicóloga Lorena Amorim, a migração para o ambiente virtual é compreensível, mas é importante evitar excessos (Foto: FreePik)

Tentando suprir a carência imposta pelo isolamento social, muitas pessoas têm recorrido aos aplicativos de relacionamento para sair da “carentena”. Segundo as plataformas de paquera mais populares, houve um aumento não só do número de usuários desde o início da pandemia pra cá, mas também no tempo médio gasto nos aplicativos. De acordo com a psicóloga Lorena Amorim, a migração para o ambiente virtual é compreensível, mas é importante evitar excessos.

“Logo de início precisamos entender qual o tempo que a pessoa está dedicando ao aplicativo. Como tudo na vida, é necessário limite”, explica a psicóloga Lorena Amorim. Segundo a profissional, buscar suprir uma carência através de uma paquera virtual é aceitável. No entanto, não se pode deixar que o tempo gasto do aplicativo se torne um fator de dispersão. “Se a pessoa acessa o aplicativo o dia inteiro sem realizar outra ocupação já é um indicador preocupante”, avalia Lorena.

“Se a pessoa acessa o aplicativo o dia inteiro sem realizar outra ocupação já é um indicador preocupante”, avalia Lorena (Foto: arquivo pessoal)

A profissional pontua, contudo, que o ambiente virtual também pode ser um fator de grande ajuda, desde que não se torne um vício. “Neste momento em que estamos enclausurados em casa é saudável o contato com outras pessoas, a conquista, a paquera”, salienta. “A principal dica é estabelecer limites, dedicar um período de tempo para o uso do aplicativo”, orienta.

Caso a pessoa tenha dificuldade em lidar com o isolamento, a psicóloga orienta a elaboração de uma rotina, com atividades diárias que busquem preencher o tempo livre. “O ideal é dedicar seu tempo para se alimentar bem, praticar algum exercício físico, regular as horas de sono. Sei que é bastante difícil em virtude desse contexto que estamos vivendo. Mas o importante é sempre ter força de vontade para praticar”, conta.

por João Paulo Schneider

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