Hospital Universitário promove ação para evitar a cegueira

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De acordo com o médico oftalmologista César Faro, professor do curso de Medicina da UFS, a cegueira evitável é toda aquela que pode ser revertida (Foto: HU/Ebserh)

Nesta quinta-feira, 11, é celebrado o Dia Mundial da Visão. Para lembrar a data, as equipes de enfermagem e recepção do Ambulatório de Oftalmologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizam uma ação com o tema Chega de Cegueira Evitável.

Uma das responsáveis pela iniciativa é a enfermeira Tamara Olímpio. “O objetivo hoje é conscientizar que a cegueira é evitável em praticamente 60% dos casos, conforme a Organização Mundial de Saúde afirma. No Brasil há mais de 1,2 milhão de cegos, um número alto. É por isso que estamos prestando informações sobre atitudes, mudanças de hábitos que podem evitar a cegueira, principalmente em pacientes com comorbidades, como diabete e hipertensão, além dos tabagistas”, explica.

Durante toda a manhã, pacientes e acompanhantes estão recebendo informações e orientações para evitar a cegueira, por meio de vídeos, panfletos e profissionais de saúde à disposição para tirar dúvidas. “É preciso, por exemplo, usar óculos de sol de boa procedência, para proteger os olhos da radiação solar; evitar coçar os olhos, porque mãos sujas levam bactérias; não usar colírios sem orientação e realizar consultas periódicas com o oftalmologista. Esses são alguns cuidados que se deve ter com a saúde dos olhos”, relata Tamara Olímpio.

De acordo com o médico oftalmologista César Faro, professor do curso de Medicina da UFS, a cegueira evitável é toda aquela que pode ser revertida. “De maneira geral, crianças até os quatro anos de idade devem ir ao oftalmologista. Dos quatro em diante dependerá de avaliação médica para saber de quanto em quanto tempo a criança deve voltar à consulta. O paciente adulto deve se consultar preventivamente, inclusive o adulto jovem, para no caso de um glaucoma, por exemplo, ter a possibilidade de um diagnóstico precoce”, orienta o médico.

Faro afirma que a catarata, por exemplo, patologia que pode levar à perda progressiva da visão, pode ser descoberta por meio de revisões frequentes. “São as revisões que mostram que o paciente não está enxergando bem e que pode precisar de cirurgia. Além da catarata, existe o glaucoma, doença muito traiçoeira, na qual frequentemente o paciente não sente absolutamente nada, mas pode até ficar cego. O paciente com diagnóstico de glaucoma tem que ser tratado, na maioria das vezes com medicamentos, ou, em alguns casos, necessitar de cirurgia”, explica.

César Faro aproveita para enaltecer a iniciativa da campanha realizada nesta quinta no HU. “A iniciativa da equipe está aprovada, tem que haver uma grande divulgação, inclusive para alertar sobre pessoas que prescrevem óculos, normalmente em óticas, mas não são oftalmologistas. É somente o oftalmologista quem poderá dar diagnósticos importantes, e um diagnóstico precoce é fundamental nesses casos”, alerta.

Sobre a Ebserh

Desde 2013, o HU-UFS faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

Criada em dezembro de 2011, a empresa administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

 Fonte: Hospital Universitário de Sergipe – EBSERH

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