Médicos que atuam nos postos de saúde de Aracaju mantêm greve

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Greve dos médicos de Aracaju completou 68 dias (Foto: Sindimed)

Os médicos que atuam nos postos de saúde de Aracaju decidiram em assembleia que vão continuar paralisados. Nesta terça-feira, 25, a greve completou 68 dias.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), João Augusto, conta que a categoria continua insatisfeita com a postura da Prefeitura de Aracaju diante das reivindicações dos médicos. “Decidimos continuar em greve porque a Prefeitura de Aracaju não lançou contraproposta e continua sem receber a categoria”, justificou.

João Augusto informou também que os médicos ficaram revoltados com as declarações dadas pelo prefeito Edvaldo Nogueira, a cerca da greve da categoria, durante transmissão ao vivo pelo Facebook nesta segunda-feira, 24. “Muitos médicos ficaram revoltados com a declaração do prefeito dizendo que eles estão pedindo 40% de reajuste. Isso é uma mentira para desqualificar a categoria”, contou.

O Sindimed informou que os médicos de Aracaju querem para esse ano o reajuste salarial de 2,94% e a criação, em 2019, da Tabela Única dos Médicos, alternativa para equilibrar os salários dos médicos com mesma função, mas cargas horárias diferentes (20h, 24h ou 40h).

A categoria decidiu que fará atos de panfletagem e um ato na terça-feira, 2 de setembro, a partir das 8h, em frente ao Ministério Público do Estado para pedir que os promotores façam a mediação das negociações com a Prefeitura de Aracaju.

PMA

Em nota divulgada no site da PMA após a live, o prefeito Edvaldo Nogueira explicou que a classe está sendo recebida para negociações com o seu secretariado desde o início da paralisação. “O problema é que, no momento, a Prefeitura não tem condições financeiras para atender às reivindicações. Não posso atender a uma categoria e não atender às outras. E, se for dado o reajuste a todos, não pagaremos os salários em dia. Muitas cidades estão atrasando pagamentos, mas os servidores de Aracaju estão satisfeitos por receberem corretamente. Além disso, 99% das categorias de servidores já compreenderam a situação. Quanto aos médicos, é uma minoria que está paralisada, 80% da classe está trabalhando”, justificou o gestor municipal.

por Verlane Estácio

 

A matéria foi alterada no dia 26 de setembro, às 8h22, para correção de informação.
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