Continua o impasse sobre a indenização aos moradores do conjunto Parque dos Coqueiros, no bairro Inácio Barbosa, onde está sendo construída a ponte Procurador Gilberto Vila-Nova de Carvalho, que ligará o bairro ao conjunto Augusto Franco. A principal queixa contra a Prefeitura é o valor das indenizações oferecidas, que de acordo com a população está abaixo do que se espera. Alguns afirmam que receberam propostas de R$ 20 mil. Obra avança mas moradores ainda não tem resultados das negociações
A dona-de-casa Irene Santos diz que depois do último contato com a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), não houve nenhum avanço. “Deram prazo para que a gente se mude até o final de janeiro, o que é um absurdo! Mas dizem que depois desse período de festas devem dar alguma posição”, contou a moradora.
Ela disse, ainda, que o baixo valor das indenizações é atribuído ao fato de a localidade ser considerada invasão. “O problema é que cobram IPTU, energia, água esgoto e até laudêmio. As casas são nossas, então temos o direito de receber o que é justo”, reclama. Irene diz que aguarda período de festas acabar para que haja decisão
A enfermeira aposentada Maria José Bonfim lamenta a situação, mas reconhece a importância da obra. “O problema é que nós não fomos ouvidos, nem comunicados com antecedência. Só vêm e dizem o que vão fazer. O viaduto é importantíssimo, mas o progresso não pode nos ameaçar dessa maneira”. Parte da obra já está próxima às casas mas, de acordo com os moradores, a Prefeitura se comprometeu a não avançar até que tudo esteja resolvido.
Município analisa proposta Maria José reconhece importância da obra
De acordo com o assessor da Emurb, Ademar Queiroz, o resultado das negociações deve sair nos próximos dias. Segundo ele apenas três moradores questionaram a indenização – que tem valores de até R$ 170 mil – e fizeram à prefeitura uma proposta para, ao invés do dinheiro, receberem uma casa no Bairro Novo, conjunto residencial que está sendo finalizado na Zona de Expansão da capital. “Montamos um grupo de estudos e enviamos os documentos à Procuradoria do Município, que está analisando o caso”, disse Ademar.
O prazo para que os moradores deixem as casas, confirma o assessor, é menos de dez dias. “Assim que o processo de indenização é finalizado, a pessoa é comunicada sobre quanto tempo tem para deixar o local”, acrescenta. Ele negou que a obra esteja atrasada por conta do impasse. “Estamos dentro do cronograma previsto”, garante.
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