Restou o lixo

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Terminado o Pré-Caju, com seus barulhentos trios elétricos conduzindo astros do axé music baiano, só restou uma montanha de lixo no corredor da folia e em suas imediações. Para se ter uma idéia do volume de entulhos produzido pela festa, nos quatro dias da prévia a Emsurb contabilizou o recolhimento de 120 toneladas de material imprestável, sem contar com a enorme quantidade de latinhas de cerveja recolhidas manualmente pelos catadores. Os artistas que embalaram os foliões por quatro noites já deixaram Aracaju. Foram embora de bolsos cheios e com a garganta bem afinada para brilhar no Carnaval da Bahia.

Cabo de guerra

O Pré-Caju também deixou para trás um problemão para a cúpula da Segurança Pública: o que fazer com as centenas de policiais militares que se negaram a vender as folgas para garantir a tranqüilidade da folia. Pelas normas militares, os faltosos devem ser punidos, porém se o comando da PM optar pela punição aos “rebeldes” aumentará ainda mais o fosso que separa comandantes e comandados.

Está invocado

O governador Marcelo Déda (PT) não esconde sua contrariedade com ‘alguns políticos’, que teriam tentado sabotar o Pré-Caju. Ouvido no corredor da folia pelo site Universo Político, o petista disse preferir “travar qualquer tipo de debate com os políticos e lideranças que estão por traz desse movimento. Entendo que não passa pela cabeça de ninguém que seja legítimo um movimento que atira 300 mil pessoas à insegurança”. Déda concluiu dizendo que “a nossa tarefa como governo, policias civil e militar e corpo de bombeiros é de proteger a sociedade”.

Último show

O último show da cantora Rita Lee será no próximo sábado, na Atalaia Nova, como parte da programação do Projeto Verão 2012 promovido pelo Governo de Sergipe. Ela fez o anuncio de sua “aposentadoria” sábado passado enquanto se apresentava no Circo Voador, no Rio de Janeiro: "Eu queria falar uma coisinha. Esse é o penúltimo show, mas eu considero o último. O último da turnê e eu vou aposentar dos palcos", disse Rita Lee, para tristeza de sua legião de fãs. Uma pena!

O tempo não pára

Nem bem os fogos de artifício que animaram o Réveillon deixaram de pipocar, e as fantasias do carnaval já estão sendo retiradas do armário para mais uma grande festa popular. Ressalte-se que entre um evento e outro os aracajuanos já se esbaldaram no Pré-Caju. Logo, logo passaremos pela Quaresma e começamos a preparar as fogueiras para os festejos juninos. Até parece que o relógio do tempo está cada vez mais veloz.

Voadores

A não inclusão de Sergipe no roteiro turístico da Copa do Mundo de 2014 foi uma falta de respeito do Ministério do Turismo para com o Estado. Quem pensa assim é Silvinha Oliveira, secretária de Turismo de Canindé do São Francisco. Segundo ela, a exclusão de Sergipe não ocorreu por culpa do governo estadual, mas porque os técnicos do Ministério não conhecem o Brasil. É, pode ser!

Loura gelada

Chegou a época de maior consumo de cerveja em todo o ano, o verão. Até o fim do Carnaval, a bebida deve ter uma procura até 30% maior do que em outros períodos do ano. Nas lojas Bompreço, onde se espera o crescimento de vendas de 10% em relação ao verão passado, as gôndolas contam com mais de 100 tipos e embalagens diferenciadas do produto. A mais vendida continua sendo a cerveja pilsen.

Desconstrução

Aos poucos algumas pré-candidaturas a prefeito de Aracaju começam a serem desconstruídas. Quer um exemplo? Caso os partidos aliados do governo concordem com a indicação de Belivaldo Chagas (PSB) para substituir a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Izabel Nabuco, as pré-candidaturas de Adelson Barreto e Valadares Filho – ambos do PSB – vão por água abaixo. Alguém duvida?

Ponto eletrônico

Hoje, apenas 5% das empresas utilizam o ponto eletrônico. Pela quinta vez o Ministério do Trabalho adiou a implantação desse novo sistema de registro de presença. O Sistema de Registro Eletrônico de Ponto deve ser instalado em todas as empresas com mais de 10 empregados que já usam equipamento eletrônico para o registro da jornada de trabalho.

Do baú político

O jornalista e poeta Amaral Cavalcante tem uma explicação lógica para a invasão de Sergipe pelo axé music. Eis o raciocínio dele: “O apregoado ‘gosto popular’ dos sergipanos pelos baticuns baianos foi ‘fabricado’ na década de 1980, quando alguns candidatos começaram a contratar bandas de Axé (o pimeiro foi Luiz Caldas) para animar os comícios eleitorais. Dançante, cheio de fricotes de fácil assimilação, o Axé passou a ser oferecido maciçamente nas praças públicas de Sergipe. Passada a eleição, as bandas continuavam a ser ‘contratadas’ com dinheiro público, até para saldar dívidas de campanha. O povo, submetido a esta lavagem cultural, se acostumou. Até a eleição de Antônio Carlos Valadares (PSB), em 1986, eram os artistas locais quem tocavam nos comícios e não se precisava dessa estrutura toda, pois usava-se de palanques a carroceria de caminhão. Lembram-se? Hoje, festas de padroeira, vaquejadas, encontros culturais ou batizados de bode não acontecem sem que haja uma banda baiana em cima de um mega-palco, sob mega-iluminação e som de estourar os tímpanos. A coisa se agravou tanto que surgiram ‘empresários’ de banda patrocinando candidaturas majoritárias para ser pago, depois, pelos cofres públicos. Portanto, essa historia de que o ‘povo gosta’ do axé music é balela. O sergipano foi submetido a uma oferta excessiva de ‘bundinha pra lá’, enquanto a mídia radiofônica comia seu ‘jabá’. Os músicos sergipanos ficaram rodando a cara, sem ter a quem reclamar. Foi ou não foi assim que a música baiana invadiu Sergipe?”

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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