Comunidade do Coqueiral é recebida pela PMA

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Foto: Ascom Emurb
Diálogo aberto com a população. Uma postura administrativa que a Prefeitura de Aracaju vem desenvolvendo para garantir a transparência das ações e o direito dos cidadãos à informação sobre as obras executadas na capital. Na manhã desta terça-feira, 16, moradores do bairro Coqueiral foram recebidos por uma comissão de técnicos na sede da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). A reunião discutiu o andamento das obras executadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, numa parceria entre município e Governo do Estado.

Composta pelo presidente da Emurb, engenheiro Paulo Costa, o secretário municipal de Administração, Daniel Fortes, e pelo secretário adjunto de Planejamento, Dulcival Santana, a comissão apresentou aos líderes comunitários o cronograma atual das obras do PAC na localidade. Os moradores mais uma vez foram informados de que o cronograma obedece à ordem de execução em que, primeiro, o Governo do Estado implanta as redes de água, esgoto e drenagem para, em seguida, o município iniciar a terraplenagem e pavimentação das vias. A reunião contou ainda com a participação do vereador Fábio Mitidieri, que também colaborou com a iniciativa.

Na ocasião, Dulcival Santana destacou o número de reuniões que já foram realizadas com a comunidade e rebateu as acusações de que a Prefeitura de Aracaju estaria divulgando informações equivocadas. “As obras realmente não estão paralisadas e todos os moradores sabem disso, mesmo porque eles observam a construção das 600 unidades habitacionais em andamento na comunidade. A terraplenagem e a pavimentação, que competem ao município, só poderão ser iniciadas quando a Deso concluir a implantação das redes de água, esgoto e drenagem. Estamos apenas ratificando o que já tínhamos discutido com eles em outras reuniões”, afirmou.

Já o secretário Daniel Fortes contestou a informação dos moradores de que o recurso direcionado ao Coqueiral teria sido aplicado em outras áreas da cidade. “O dinheiro não pode ser investido em outras obras. É importante que os moradores tenham consciência de que a verba liberada pelo Governo Federal para as obras do PAC continua guardada nos cofres do município, esperando a conclusão das obras do Estado para serem liberadas. A verba está segura e será destinada para os devidos fins”, garantiu.

De acordo com o engenheiro Paulo Costa, a Prefeitura de Aracaju não pode responder pelo andamento dos serviços executadas pelo Estado. “As obras do município não podem ser executadas antes da conclusão do cronograma da Deso. Quando alguém vai levantar uma parede, por exemplo, não coloca primeiro o piso para depois quebrá-lo quando for colocar a encanação de água. Assim também é o cronograma das obras do PAC. Não podemos pavimentar uma rua que, em seguida, seria perfurada para a implantação das redes de água, esgoto e drenagem. Tudo deve ser seguir a ordem de execução para evitar desperdício de dinheiro público. A Prefeitura está atenta a esse quadro e mantém um monitoramento permanente daquela área”, observou.

Obras em execução

No Coqueiral, serão aplicados até o ano que vem cerca de R$ 30 milhões em terraplanagem, recapeamento da avenida Euclides Figueiredo, drenagem, pavimentação, saneamento, abastecimento de água e construção de 600 casas populares. A Prefeitura de Aracaju já concluiu o recapeamento da avenida Euclides Figueiredo e de parte da terraplanagem da área. O Governo do Estado, por sua vez, também já começou a etapa de construção das moradias.

“O objetivo da Prefeitura é investir os recursos do PAC em áreas tradicionalmente esquecidas pelo poder público”, destacou Paulo Costa. Para se ter uma idéia da grandiosidade do empreendimento, serão pavimentados 15,5 km de ruas, num total de 116 vias, e recapeados 6,1 km da avenida Euclides Figueiredo; colocados 5.200 metros de tubos para drenagem e mais 15 mil metros de tubulação de esgoto. Das 600 famílias contempladas com residências, cerca de 220 são oriundas de áreas de risco.

Santa Maria

As obras do PAC em Aracaju também incluem o Santa Maria. Os investimentos são da ordem de R$ 68 milhões para a construção de 1.900 casas populares e, também, para a realização de obras de terraplanagem, drenagem, pavimentação e saneamento. A estimativa é que, em ambos os bairros, mais de 60 mil pessoas sejam beneficiadas com água tratada, sistema de esgotamento sanitário, moradia digna, drenagem para evitar enchentes, ruas calçadas e livres da lama e do lixo.

Um importante detalhe a respeito das obras do PAC é a sólida divisão dos serviços, tanto de infra-estrutura quanto de construção de casas. A Deso está sempre à frente do abastecimento de água e do sistema de esgoto e a empresa Torre cuida da parte do saneamento urbano. A construção das casas está sendo tocada pelas construtoras licitadas pela PMA.

Bairro Novo

A obra do Bairro Novo é a que mais tem atraído a curiosidade do aracajuano e está distribuída em dois blocos. No primeiro serão construídas 404 unidades habitacionais, das quais 38% estão prontas. As habitações serão entregues às famílias que hoje vivem em situação de risco no Morro do Avião, bairro Santa Maria. O custo do serviço será de aproximadamente R$ 13 milhões. No segundo bloco, mais 500 casas serão erguidas. As obras de infraestrutura seguem os padrões adotados nas outras regiões em que o PAC foi implementado. 

As moradias serão entregues sem nenhum custo às famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc). A maioria vive hoje em habitações precárias localizadas em áreas de risco, como encostas, margens de vias movimentadas e canais, ou sem nenhuma condição sanitária. Para fazer o cadastro basta se dirigir à sede da Semasc, que fica no Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, localizado na rua Frei Luiz Canolo de Noronha, 42, conjunto Costa e Silva. Para mais informações: 3218-7818.

Fonte: AAN

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