Almeida Lima chama para a briga

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Em entrevista que concedeu no meio da semana passada, ao repórter Alex Carvalho, no programa de Augusto Junior, na Rádio Jornal, o ex-Prefeito, ex-Senador e ex-Secretário de Saúde do Estado (demitido, aliás, pelo governador Belivaldo Chagas no momento em que estreava a cadeira governamental), o Sr. José Almeida Lima, agora sem ocupar nenhum cargo no governo, convidou, sem o menor pudor, o governador do Estado para a briga. Com a empáfia que lhe é peculiar foi categórico ao dizer que o Estado não está quebrado, como apregoa Belivaldo, e o que falta mesmo é gestão. “Quando fala da situação econômica do Estado, Belivaldo não fala a verdade. O que ele não faz é adotar um programa de economia , como o Tribunal de Contas na gestão de Clóvis Barbosa, fez em 2017 e chegou a economizar 11 milhões de reais”. Disse que as duas carretas da saúde, encomendadas na sua gestão na Saúde do Estado, estão prontas desde julho do ano passado,“mas Belivaldo gastou o dinheiro que era para pagar as duas carretas em outras coisas e agora ficou sem um tostão para poder honrar o compromisso”. Sem camuflar o desejo de continuar Secretário da Saúde, em nenhum momento ele tocou nos motivos que levaram Belivaldo a demiti-lo da pasta (a farsa de uma inauguração que não houve). Mas, o governador esmera-se em, cheio de mentiras, “empolar-se em saber de tudo, mas o fato é que desrespeita todo o mundo, já que não sabe mesmo é administrar. Calamidade pública é mesmo este governo de Belivaldo, ou depender dele para alguma coisa”. Repetindo o mantra de que o Estado não está falido, disse Almeida que apresentou ao Governo do Estado planos para se safar da crise, que consistia basicamente em rescindir o contrato de apenas 3 empresas – uma delas a Multserv do deputado Laércio Oliveira, a outra seria a SACEL – o que geraria uma economia de aproximadamente doze milhões de reais. O próprio Estado administraria o trabalho que estas empresas fazem, sem gastar muito. “Eu expliquei tudo ao governador mas o que ele fez foi engavetar a papelada e não fazer nada. Como já tinha explicado tais planos ao Presidente do TCE, Sr. Clovis Barbosa, ficava fácil obter o apoio dele”. O Sr. Almeida Lima diz que passa o tempo hoje engendrando planos para superar a crise financeira do Estado porque de fato “eu sou gestor e gosto do que faço”.

A frustração em pessoa

O Sr. Almeida Lima não diz mas ele se sentiu frustrado com o primo, o ex-governador Jackson Barreto, porque não o indicou ao governo do Estado. Já se sabia que, sob a gestão de Belivaldo Chagas, o Sr. Almeida Lima duraria pouco tempo à frente da Secretaria de Saúde. Os dois tiveram entreveros ao tempo em que Belivaldo ocupou outros postos chaves na administração Jackson Barreto. Ademais, a imponência de Almeida Lima não é coisa que muitos consigam engolir. É o jeito dele de ser, o “maior e melhor” administrador do mundo… Curte agora um senhor ostracismo e vai ser difícil voltar à vida pública. Embora ele sonhe em ser candidato a Prefeito de Aracaju. Um sonho não de todo ainda declarado de público porque é preciso convencer partidos e políticos de que ele poderia ser um gênio na administração do Município…

– O Senado federal precisou de dois dias para eleger o seu novo Presidente – porque no meio do caminho havia uma pedreira chamada Renan Calheiros que precisava do cargo de Presidente do Senado para manter o Fórum privilegiado em quinze dos processos que responde. Renan chegou a dizer que o próprio Presidente Jair Bolsonaro o apoiava, o que não era verdade, conforme testemunhou o próprio filho dele, Flávio Bolsonaro. Internato num hospital paulista para retirar a bolsa de colostomia que carregava, o Presidente não pode vir a público fazer declarações a esse respeito. Mas, a vitória de um Senador de primeiro mandato, Davi Alcolumbre, o deixou satisfeito. O jovem Senador de 42 anos, do Amapá conquistou 42 votos, derrotando alguns caciques tipo Fernando Collor e Espiridião Amin, embora tenha incorrido em alguns erros graves, como estar na mesa de contagem de votos quando já era candidato à Presidência do Senado. O fato é que o DEM (Democratas) deu a volta por cima mas não se livrou das suspeitas de corrupção. Na primeira votação, apareceu um voto a mais sem que o presidente da Mesa, Senador José Maranhão, fizesse o menor esforço para apurar como um voto a mais foi parar entre os votos válidos. Felizmente, na segunda votação nada de suspeito apareceu. Mas, fica uma pergunta atravessada na garganta: quem colocou na urna aquele votinho a mais? Registre-se que antes da votação os Senadores Renan Calheiros (AL) e Tasso Jereissati (CE) trocaram farpas numa discussão que levou o Senado a parecer uma Câmara de Vereadores do interior do País… O novo Presidente do Senado que tem apenas 42 anos, foi, entre 2001 e 2003, vereador na Capital do Amapá. Estava filiado então ao PDT, o partido de Brizola. Ultimamente foi deputado federal, já pelo DEM.

O blefe solto no ar

Bem que o deputado Luciano Bispo suspeitava: o deputado Zezinho Guimarães blefava quando dizia que tinha votos suficientes para ganhar a Presidência da Casa. Faltava apenas um voto, que poderia ser o dele próprio. Mas, na hora H, Zezinho passou a pelota para Garibaldi Mendonça, ressentido por ter ficado fora da vice-presidência (a vaga foi para o até então líder do governo Francisco Gualberto). No mais, transcorreu tudo conforme o figurino. A chapa 1, a de Luciano Bispo, só não contou com os votos dos deputados Maria Mendonça e Thales de Francisquinho, este filho do prefeito afastado Valmir de Francisquinho, por querelas da política municipal de Itabaiana. Alivio geral: Luciano Bispo teve uma vitória inquestionável, de 14 votos contra 7. No discurso após a vitória, ele fez questão de dizer que as portas da Presidência estão abertas para quaisquer deputados. “É só ir lá, conversar comigo”.

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