Que o homem possa descomer em paz!

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Realidade brasileira.

 

1a Afirmação: O Presidente Jair Bolsonaro não era para ser eleito Presidente da República por ser tido pela grande imprensa como um “xenófobo machista”, um potencial “estuprador”, um partidário da “sanguinária ditadura militar”, por defender o livre comércio e a utilização de armas de fogo, e por ser um apologista de “figuras terríveis como Carlos Alberto Brilhante Ustra”, alguém que ousara estar na trincheira adversária nos “famigerados anos de chumbo”.

 

1a Confirmação para bem relembrar e inquirir: Não era assim que a grande imprensa o combatia e cresceu mais rápido por causa disso, em preferência do eleitorado?

 

2a Afirmação: O Candidato Bolsonaro foi eleito, numa campanha simples em baixo custo, combatida por toda mídia, que preferia qualquer outro candidato, quase uma dezena, ou centena se o fosse, valendo até uma facada bem apontada na passeata, se assim o fosse melhor dirigida; fulcral e letal, e definitivamente terminal.

 

2a Confirmação só para consignar: A imprensa nunca manifestou qualquer temor com a possibilidade de morte do candidato. A contragosto, temeu-se que a lesão não fosse mortal, houvesse recuperação física e o candidato terminasse imbatível.

 

3a Afirmação: O Presidente esfaqueado resistiu para cumprir um ideário prometido e jamais acreditado: governar sem se render a siglas partidária importantes, conseguir nomear os seus “Postos Ipirangas”, tudo sem viés “São Franciscano” de “tome-lá-dá-cá”, chegando a cercar-se impensavelmente de militares, de homens dignos e retilíneos, numa “execrável” escolha, totalmente incomum por situar-se fora do ordinário e do comum noticiário.

 

3a Confirmação só para constatação: A grande imprensa não elogiou a boa escolha do Presidente. Senão vejamos: O juiz Moro perdeu a “aura de justeza, coragem e imparcialidade”, antes fascinada; o Ministro Guedes virou perigoso “exaltado liberal”; o Chanceler Araújo, tornou-se ousado marujo “anti-globalista e iliberal”; Roberto Campos Neto ressurgiu como novel “Boby Fields”; o agronegócio foi surrado porque perdeu espaço para as ongs ambientalistas; está havendo até muita celeuma pelo advento de um novo tempo em que “menino deve vestir azul e menina cor-de-rosa”; e por ouvir-se em excesso, solfejos militares de bandas tocando na praça, entoos escutados com enjoos, por Fênix desperta, de amor-febril ao novo Brasil.

 

4a Afirmação: O Presidente Jair continua a incomodar a grande imprensa, que se apropria de quebras de sigilo do COAFI de movimentações financeiras “atípicas” de um de seus filhos, acusado também de possuir um assessor com movimentações contábeis duvidosas, exaltadas como escabrosas, ligações com milícias”, a contaminar a nova República recém instalada.

 

4a Confirmação a título de questão: Se o COAFI é tão onisciente, poderoso, onipotente, porque o sigilo bancário de uns é divulgado, “urbe-et-orbe”, como bula papal, sinodal ou paroquial, sem confessionários e/ou penitência, e outros depósitos, estes bilionários, só são desvendados, via emolumentos compromissados com a impunidade e em delação premiada?

 

 

5a Afirmação: Pelo que se depreende da opinião publicada, o Brasil é fedorento e sempre fede! E a julgar pelo fedor escandalizado via grande imprensa, sempre a serviço de mesmo viés, Bolsonaro, seus filhos e até a sua jovem esposa, gesticulando em Libras, começam a exalar o perfume próprio, tão necessário às sinistras derrubadas em mal disfarçadas pedaladas.

 

5a Confirmação, por breve escorço histórico e desembesto: No Brasil, e talvez bem mais do que em outro lugar, não há nada de novo debaixo do Sol. Tudo aqui, se não é igual, a imprensa o nivela. Isso de longa data; senão vejamos, num relembrar fortuito, despiciendo:

 

  • 1.Arthur Bernardes conviveu com cartas falsificadas e divulgadas “às mancheias” como fidedignas, por verdadeiras; Tais cartas deram motivo às primeiras revoltas tenentistas; “Os Dezoito do Forte de Copacabana”, as insurreições paulistas, a “Coluna Prestes-Costa”, e até os seus reflexos em terras sergipanas, com o “13 de Julho”, tiroteios para todos os gostos, poucos feridos em quase ou nenhum morto.

 

  • 2.O sucessor de Bernardes, Washington Luís, a julgar pelo noticiário, armara o parabelo de João Dantas contra João Pessoa, permitindo a Getúlio Vargas derrubá-lo do Palácio do Catete, amarrando jumentos no obelisco da Avenida Central.;

 

  • 3.Já Getúlio Vargas, o humano ditador, sempre restou violento e atrabiliário, mesmo depois eleito em pleito livre memorável. Diga-se até, que Getúlio, foi levado ao suicídio, pelo vasto noticiário que o inseria num “mar-de-lama”, tão retórico quão pletórico, um irmão Bejo, Benjamin, tido de maus bafos e piores sobejos, e um seu “papagaio-de-pirata”, bem visível, enquanto “guarda pessoal”, que lhe penteava os cachos, chamado Gregório Fortunato, um “negro execrável”, como se dizia então, por sua sombra, jamais deglutida pela mídia, que nunca se creditou preconceituosa, nem venenosa;

 

  • 4.Seu sucessor Juscelino, num mesmo tanino, nunca fora visto pela imprensa como um “bom menino”, mesmo sendo sorridente, “pé-de-valsa” e “peixe vivo”. Padeceu por suas metas realizadas, “cinquenta anos em cinco”, acusado de infinitas “negociatas” jamais comprovadas. Tão mal comprovadas que morreu numa curva da estrada num sinistro acidente sem testemunha, nem pranto.

 

  • 5.Já Jânio Quadros, que veio depois como “esperança do Brasil”, recebia muito elogio mesmo tomando porre, proibindo uso de minissaia, jogo do bicho e duelos de “galos-de-briga”. A imprensa lhe era tão reverente que lhe cansou tanto o ego elogio, que resolveu se mandar, ir embora, com vassoura e tudo, sem demora, legando Jango, outro Presidente que não era para ser. E não foi!

 

  • 6.Depois chegaram os militares: Castelo, o apolíneo soldado da nossa tupiniquim “Sorbonne”, Costa e Silva, o “Tiozão” acuado pela estudantada, eu incluído, equivocado, cutucando o “cão-com-vara-curta”, a esgoelar “bestificadamente” que “o-povo-unido-jamais-será-vencido”, quando a grande imprensa, na verdade, queria e obteve, o AI-5 tão desejado, com o ano de 1968, não findo, mas definitivamente bem ficado; por “pacificado”. Um ano notabilizado pelas crônicas do genial Nelson Rodrigues

 

  • 7.Depois chegaram Médici, o mais aplaudido Presidente, por ser duro e exigente e bem posar na galera, como bom torcedor “geraldino” e “arquibaldo”; um frequentador assíduo do Maracanã, essa tolice!

 

  • 8.Seguindo, chegou Geisel, o firme condutor da “abertura-lenta-gradual-e-segura”. Depois veio Figueiredo, bom cavalariço, que saiu pela porta dos fundos do palácio, sem cavalo, mas se espetando em própria espora.

 

  • 9.Os Presidentes militares, cinco ao todo, probos, dignos e responsáveis, jamais pleitearam recondução nem permanência. Sua ditadura, dita “Envergonhada, Escancarada, Derrotada e Acabada” só para usar os best-sellers de Hélio Gaspari, continua tão execrada, quão funesta, embora hoje se possa bem afirmar ter sido comprovadamente uma “ditabranda”, por modesta.  Neste contexto, à falta de comprovação obituária, em meio a tantos requerimentos de emolumentos, e indenizações, por miríades de sofrimentos denunciados, nunca de todo devidamente apurados, mas reconhecidos, por releitura histórica sem real veracidade, bem se pode afirmar que o regime militar foi, para muitos, uma bênção em tanta fuzilaria de festim, daí precisar de uma obra concludente que um dia surgirá: “A Ditadura Estuprada e mal Paga”.

 

  • 10. Depois veio o caos; a imprensa elevando alguns e derrubando todos; “República do Maranhão” com Sarney,  “República das Alagoas” com Collor, “República do Pão-de-queijo”, com o topete de Itamar. Salvando-se Fernando Henrique que ousou perpetuar-se, só não acontecendo porque Lula roubou-lhe até o charme, a ponto de governar com Dilma quase por dezesseis anos, não fosse o golpe das pedaladas, e Temer não entrasse na jogada. Uns indo para a prisão e outros em perspectiva.

 

Perspectiva mesmo é a incerteza do governo Bolsonaro. Já que a imprensa pretende derrubá-lo, servindo-se como de rotina, até de um Vice-Presidente, sem voto, mas providencial conspirador.

 

Hoje, 1o de Fevereiro, a República se entroniza, com o Congresso e o Judiciário iniciando novos tempos, enquanto o Presidente Bolsonaro encontra-se paciente de resguardo, esperando que o comum transporte fecal das massas se refaça nos rotineiros caminhos.

 

Se os novos poderes precisam sanear a nação, solucionando a inação do Gigante ruminante; em complicações à parte, o Capitão Presidente precisa reaprender tudo, sobretudo a bem digerir e descomer.

 

Que o homem possa descomer em paz!

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