As explicações de Faustão

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Quem está na berlinda, por esses dias, é um dos grandes apresentadores da TV brasileira, o célebre Fausto Silva, o “Faustão”. Em seu programa de domingo, foram nada menos que dez segundos fatais de peroração do apresentador, interpretados como ofensivos ao Presidente da República, Jair Bolsonaro. O programa nem terminou e as vivandeiras de plantão já batiam às portas da Rede Globo pedindo sua punição. Ou até coisa pior – só não pediram um pelotão de fuzilamento porque afinal isto aqui ainda não é Cuba, Síria ou coisa que o valha. Afinal o que disse Faustão para atrair toda essa fúria? Num dado momento, ele afirmou: “O imbecil que está lá e não deveria estar, pode até ser honesto”! Embora o programa tenha sido gravado em novembro passado, no finalzinho do mês, foi uma manifestação livre do apresentador. Querer levá-lo para o caminho político, é um viés de grosseria que não deveria prosperar. A própria Rede Globo pressionou o apresentador para gravar um vídeo, que já foi ao ar pelas redes sociais, em que Faustão explica que se havia um governo a se sentir ferido/ofendido este deveria ser o anterior, do Presidente Michel Temer. Explica que não poderia se referir ao Presidente Bolsonaro, pois em novembro ele ainda não era Presidente da República. Dada a repercussão da fala de Faustão, houve quem se apresasse em pedir uma ação civil pública contra o apresentador, cobrando da PGR – leia-se Raquel Dodge – um processo que pudesse render a Faustão pena de reclusão de um a quatro anos, e pena moral de no mínimo 10 mil salários mínimos, pela repercussão nacional que a fala obteve. Pelo que se observa a política brasileira está ingressando num caminho mórbido em que a crítica não vai ser permitida.

Exportações sergipanas

As exportações em Sergipe, em dezembro passado, somaram aproximadamente US$ 4,7 milhões, contraindo-se em 27,5% , quando comparado com o mês de dezembro do ano passado, e diminuindo 9,8% em relação ao mês imediatamente anterior, novembro de 2018. Enquanto isso as importações ficaram em US$ 7,7 milhões com queda de 46,9% no comparativo com o mesmo mês do ano anterior. Já em relação as importações do mês de novembro de 20018 a retração foi de 39,4%. Por fim, o saldo da balança comercial no último mês do ano, ficou deficitária, fechando o mês com saldo negativo de US$ 2,9 milhões. No mês em análise, as vendas de sucos de laranja congelado, não fermentados, fecharam em US$ 1,8 milhões respondendo por 38,3% das exportações sergipanas. Já as vendas outros açucares de cana, Beterraba, Sacarose quimicamente pura, somaram aproximadamente US$ 1,2 milhão, representando 24,8% das exportações. Dessa forma, 63,1% das exportações do Estado foram resumidas a dois produtos. O principal destino dos itens produzidos em Sergipe no mês de dezembro, foi o Iêmen, que demandou 24,7% das vendas do Estado. Em termos nominais as vendas para os iemenitas somaram quase US$ 1,2 milhão. O segundo principal destino das exportações sergipanas foram os Países Baixos, que adquiriram quase US$ 1,1 milhão, ou em termos percentuais 22,4%.

A conta dos aposentados

A conta só aumenta, não tem jeito de diminuir. O Estado tem hoje 32.160 aposentados e é o pagamento desta folha a grande dor de cabeça de qualquer governador do Estado. Ao mês, são entre 400 e 500 novos nomes de aposentados a engordar a folha. Só se vislumbra uma queda disso em 2032 – veremos, se estivermos vivos é claro. O Estado tem 0,9 funcionários ativos para cada inativo – mas essa proporção foi, no passado, de 4 ativos por um inativo. Voltar a estes números é o que cada governador sonha.

BNB bateu recorde em Sergipe

O Banco do Nordeste fechou 2018 com recorde de contratações em Sergipe. No Estado foram feitas mais de 63 mil operações de crédito, o que totaliza o montante de aplicações de ordem de R$ 1,3 bilhão. Desse valor, RR 822,6 milhões são de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. E a soma de R$ 277 milhões foi direcionada a projetos de infraestrutura. As empresas de grande porte fizeram jus a R$ 266,2 milhões do total aplicado com o funding. A segunda maior parcela foi concedida as micro e pequenas empresas, que contrataram o equivalente a R$ 134,9 milhões, com destaque para os setores de comércio e serviços, que correspondem a 82,04% do total investido no segmento. Os agricultores familiares totalizaram valor semelhante: R$ 131,6 milhões aplicados sendo R$ 94,2 milhões por meio do programa de microcrédito rural. E os financiamentos destinados a pequenos e médios produtores rurais chegaram a R$ 110,1 milhões. No setor rural, o ponto forte é o custeio agrícola, que representa 76% do valor destinado.

Trabalho de equipe

O Superintendente Estadual do BNB em Sergipe, Antônio César de Santana, atribui os bons resultados ao trabalho conjunto das equipes. “Tivemos um resultado fantástico, o maior da história da Superintendência em Sergipe, fruto de um trabalho intenso dos times das agências, realizando as contratações de acordo com os critérios de Governança do Banco. Fizemos bem feito e com qualidade”.

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